Quinta-feira, 7 de Junho de 2012

A pena do gabbiano deslisa na suave brisa, mas a brisa não sopra na minha direcção

 

Veio daqui: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001671767566&sk=friends&v=friends#!/manuela.m.pereira.5

Autora: Manuela Marques Pereira

 

 

 

“Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a nossa inquietação.”

Vergílio Ferreira, Conta Corrente

 

Lindo não é?

Exactamente aquilo que precisava como introdução.

 

De volta a este meu espaço neste último ano tão abandonado, disposta a postar um novo texto, dou de caras com alguns comentários no último post que, por falta de assiduidade, nem sabia que tinha.

 

E antes de qualquer outra coisa, decidi-me a ler e responder aos mesmos, facto que alterou por completo a minha intenção. Escrever de novo.

 

É que por conta dos comentários, cheguei à conclusão que não só não sei escrever, mas pior que isso, quase “crime de lesa-pátria”, maltratei a língua portuguesa que tanto admiro e protejo.

 

E logo eu que por mais de uma vez, assinalei no meu blog, a falta de cuidado revelada por outros bloguistas em, por exemplo, erros ortográficos.

Que grande moralidade a minha para falar!

 

Ora, fazendo contas, dei conta (é mesmo assim que quero dizer), que por aqui ando acerca de cinco anos e meio. É mesmo muito tempo!

Quem já não estará farto de ouvir sempre a mesma música, deste fundo escuro, de ver aquela fotografia, na qual não consegui transmitir aquilo que vi e a emoção que senti, quando ao voltar-me, os meus olhos se depararam com um espectáculo da natureza, de beleza ímpar, lá no Castro de Monte Mozinho, concelho de Penafiel.

 

( http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_de_Monte_Mozinho )

 

Verdade que daqui arrecadei muitas alegrias, muitos momentos de sorrisos e de risos, boa disposição, também muita nostalgia, muitos desabafos de insegurança, de inquietações, de medos, até angústias, mas muito importante, amizades inesquecíveis que se revelaram sinceras, atentas e sem “o tal do diz que disse”... Estará bem dito assim?

 

Sorte a minha que não gosto de conflitos nem de hostilizar ninguém, mas que sendo muito insegura, sou igualmente selectiva nas minhas escolhas.

 

Pois é! Por tudo isto, pergunto-me se não será a hora do dizer adeus, de ficar apenas como espectadora.

 

Talvez este seja o último post, talvez haja um outro ainda ou talvez continue o blog.

Talvez recomece um novo blog. É fácil! Como era bom se fosse assim tão simples com a vida.

Nada está decidido ainda, mas existe o pensamento.

De qualquer modo ficarei sempre com a música aqui do lado.

O talvez fica pairando no ar como uma pena leve de gabbiano levada pela brisa que talvez sopre na minha direcção.

 

E embora já tenha escrito muito, não quero correr o risco de cometer mais erros.

Então decidi postar um texto que não é meu, mas sim de uma conceituada escritora, no qual, de certeza, não existem erros.

 

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida... Mas, com certeza, nada é impossível…
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!

Cecília Meireles

 

Mafalda, 7 de Junho de 2012

 

(Gabbiano – gaivota em italiano)


publicado por mafalda-momentos às 21:35
link do post | comentar | favorito
14 comentários:
De mafalda-momentos a 14 de Junho de 2012 às 00:14
Estou aqui a perguntar-me a mim mesma, se terás lido o que escrevi.

É que em verdade o teu comentário vai direitinho à fotografia, sem dúvida espectacular, como são todas as da sua autora, de quem muito gosto e admiro.

Mas, acho que te enganaste, porque para comentar a foto deverias ter ido directamente ao seu blog.
Acredita que a autora merece e agradecia.


De cunha a 14 de Junho de 2012 às 06:07

Assim que possa, lhe enviarei oportuna mensagem, por tanta sensibilidade na captação dos mistérios da Natureza. No "Existe um Olhar", aparecem tesoiros que nos emocionam.

Parecidas com as gaivotas, temos por aqui  os habitats das cegonhas. Para aqui regressam em força, no final do Inverno e já antes, por volta do mês de Dezembro,  para , nidificarem. Depois, no final de Julho, emigram para outras paragens. Manifestam um carinho especial para com os filhos. Imponentes, rasgam, em baixos voos, o espaço dos lameiros e oldeiros, os sítios das barragens, à cata dos seus habituais manjares.

Aparecem-me na quinta, quando os chuveiros em arco-íris regam os milheirais. Um outro espectáculo, para quem está para cá do Tejo e vê e sente este outro alvoroço da Vida!

Vou lá para baixo, a iniciar o dia de trabalho, com as mulheres, que vieram para a colheita da cereja.  Está no fim do ciclo vegetativo. Para o ano, haverá mais!

Vi o Povo em volta da sardinha, em dia de Santo António. Também por aqui, onde as tradições ainda não se extinguiram de todo, o Padre António  romanceou a biografia do nosso taumaturgo e no final, o pão benzido,  foi distribuído de avonde , num outro arraial, de espiritualidade.

Mafaldinha, se  perderes alguma coisa, reza o responso a Santo António, que logo encontrarás algures.
Beijos!


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