Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

CHAVES

 

Chaves de que trata esta palavra?

 

Aquele utensílio que abre, ou fecha, portas e que habitualmente todos perguntamos…

 

Onde terei eu deixado as chaves?

 

Nas malas das senhoras onde há sempre de tudo e nada se encontra, nos bolsos do casaco que se arrumou, em cima do móvel da entrada onde se larga tudo ou, no lavatório da casa de banho, já que se entrou em casa apressado, no frigorífico imagine-se, porque a gulodice apertou e foi o primeiro lugar da casa procurado, até por distracção, em cima do tejadilho do carro que se põe em marcha e as atira num ápice para o alcatrão da rua.

Bonito de ver é depois ser preciso chamar os bombeiros, a polícia e oferecer aos vizinhos que espreitam pelas janelas e aos transeuntes que ficam especados na rua, uma cena cheia de produção com luzes que piscam e homens de capacete e coletes fluorescentes que sobem desenvoltos uma escada na intenção de entrar por uma janela para poderem abrir a porta.

E apesar de um perímetro de rua ser fechado, ninguém tem a intenção de perder pitada do que se passa, cada qual especulando com a história que terá acontecido.

Uma cena de ficção que por um pouco de tempo, faz esquecer a rotina.

 

Será que ando a ver muitos filmes do Spielberg?

 

Nome de variadíssimas e inúmeras ferramentas, utilizadas por técnicos de diversas e muitas profissões.

 

Há quem a possua e a guarde a sete chaves – a chave para o sucesso.

 

Quem as use sempre certinhas ou, indiscriminadamente, as chaves nos jogos de azar… e quanta alegria quando se voltam para a sorte.

 

Metaforicamente, aquelas que abrem as portas do nosso coração, possibilitando mostrar belos sentimentos que nos deixam oferecer sorrisos, amizade, solidariedade, ternura.

 

Talvez pudesse continuar a inventar outras chaves, mas estou desejosa de falar de uma única e determinada…

A cidade de CHAVES

AQUAE FLAVIAE - (nome do tempo dos romanos)

 

Essa cidade bela que não conhecia e onde passei o fim de semana de 5 e 6 de Fevereiro.

O convite feito pela Blogando à Libel e estendido à Manu e a myself, nesta ocasião precisa da feira dos Sabores e Saberes.

Quem seria tolo de não aceitar?

E aqui as três meninas, rápido trataram de fazer os planos e amontoar agasalhos com medo do frio.

Enquanto isso a Nanda com toda a sua casa à nossa disposição, preparava-se para nos receber de sorriso e coração aberto, preparando-nos iguarias da sua Terra Natal.

Os cerca de 500 quilómetros que nos separam de Lisboa a Chaves foram percorridos através das auto-estradas A8, A17, A25 e A24, num percurso traçado ao pormenor pelo “amigão” Paulo.

E claro que a boa disposição, os risos, as brincadeiras, não faltaram pelo caminho.

 

Num clima de dois dias de Sol magnífico e temperaturas de cerca de 17 graus (de dia), passeámo-nos pelas margens do Tâmega que mais parecia um verdadeiro espelho reflectindo sem qualquer distorção, árvores, até o rasto de um avião que bem alto se deslocava, casas e a famosa e lindíssima Ponte Romana ou, Ponte de Trajano com os seus doze arcos (sabendo-se que existem mais quatro soterrados pelo casario e aluviões) e a meio duas torres cilíndricas, uma a jusante e outra a montante.

Esta ponte poderá talvez ser a verdadeira pérola da cidade.

Experimentámos ou tentámos, sentir a temperatura da água da fonte que brota tão quente que queima.

Caminhámos pela Rua da Ponte e Arrabalde, pela parte histórica, pela Rua Direita, pelo Largo dos Pasmados, pelo Largo de Camões, pela Torre de Menagem, pelo Forte de São Francisco, pela antiga e desactivada Estação de caminhos de Ferro da cidade, por tantos lugares que não sei dizer o nome.

 

Juntou-se a nós a doce Aqua e a sua linda família vindos de Braga e por fim, entrámos no famoso pavilhão da feira, mostra dos famosos produtos regionais.

 

Provámos os deliciosos pastéis de chaves, encontrámos toda a espécie de enchidos, comprámos alguns, mel Montesino, castanhas, e não resistimos à prova dos licores transmontanos… de casca de noz verde, de frutos vermelhos e ainda de algumas ervas aromáticas com incidência na hortelã.

 

Tudo isto, guiados pela nossa tão querida e sempre disponível anfitriã – a Nanda.

 

Não vou falar da gastronomia que provámos. Para isso falam as fotografias que aqui, aqui e aqui ficaram expostas.

 

A animação ontem lá pelos sítios da Esplanada para Café foi grande.

 

Quero somente manifestar o meu apreço pela boa hospitalidade que tivemos, pela beleza que contemplámos, pela amizade que vivemos, por tudo quanto os meus olhos registaram e que o meu coração guardou.

 

Bem hajas Nanda. Pata ti a minha gratidão que a tua amabilidade, e os cheiros da tua cidade ficaram para sempre comigo.

 

À noite, ao serão de ontem, quase devorei o pacote inteiro dos Fidalguinhos de Braga, oferecidos pela Aqua.

Como gostei de te voltar a ver Aqua!

 

Às meninas, companheiras de viagem, simplesmente adorei!  

 

  Mafalda, 8 de Fevereiro de 2011


publicado por mafalda-momentos às 17:43
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