Terça-feira, 4 de Maio de 2010

Carta à minha amiga Fátima

Foi tal e qual assim que senti. Uma comoção tão forte que preciso partilhar e deixar transbordar.

 

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Embora saiba que és uma linda alma de Outono, hoje escrevo-te sobre o Sol.

Querida Fátima, vou fazê-lo à moda antiga. Vou enviar-te por correio em carta manuscrita.

Quero que saibas que me lembro de ti, quero que possas sentir o carinho que por ti aprendi a sentir e que daqui de longe, sempre, à minha maneira, por ti peço para que a coragem e a força sejam uma constante em ti. Que se transformem no alicerce para o que precisas atingir.

Faço-o hoje, um dia especial em que voltei a encontrar-te no teu blogue, nun passado recente, num poste que me emocionou demais.

Um beijinho muito grande. Que encontres nele a minha verdadeira amizade.

 

 

Obrigada Sol.

Se não fosses tu que avivas as cores, que fazes esta luz maravilhosa, que trazes este calorzinho reconfortante, a vida não teria a mesma graça.

As árvores da minha rua, umas estão cheias de folhinhas novas, outras de flores misturadas. Inspiro-lhes o aroma que se espalha no ar. As suas copas arredondadas tapam-me agora a visão da estrada e gosto mais assim.

Instalou-se a Primavera. Terá chegado para ficar.

Ontem ao correr para abraçar a minha mana e o meu sobrinho mais novo, nesse dia aniversariantes, passei pela Marginal desde Alcântara até Algés. Atentei nos montes da margem sul. Bem verdinhos debruçavam-se sobre as águas cintilantes do Tejo.

Estragavam-lhe a paisagem os monos que o Homem lá colocou, os depósitos de combustível que cada vez são mais e os enormes monstros dos silos da Trafaria, mesmo na foz do rio.

Sei que contesto muito, ou não me chamasse eu “Mafaldinha”, mas onde mora a visão dos arquitectos paisagísticos, se é que existem.

Quem sai a barra, já não tem aquele olhar espraiado, desimpedido onde o Tejo encontra o Atlântico. E lá no meio a Torre do Bugio, o farol amigo do navegante.

Também sei que nem tudo são rosas. Há sempre um senão e por esta altura do ano, ando sempre fungosa (palavra feia!), via das alergias.

Mas não me importo. Eu gosto de ti, sol. És a minha fonte de energia, a minha alegria.

Se eu podia viver sem ti, até nem podia mesmo e, absolutamente, não seria a mesma coisa.

É verdade que estás lá sempre, mas só em estações especiais te mostras no teu esplendor. Esta é a minha doce estação onde salto para o cais, só para te ver brilhar.

Obrigada por existires e seres minha estrela. Sem ti eu também não existiria.

 

Mafalda, 4 de Maio de 2010


publicado por mafalda-momentos às 12:00
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De libel a 5 de Maio de 2010 às 16:55
Mafaldinha um diabrete encantador, as tuas palavras não precisam de sol, todas elas iluminam os mais escondidos sentires. Todas elas nos proporcionam um bem estar, uma harmonia, uma paz de espírito.

Tal como tu, também adoro esse Sol, e com ele deixo-te um grande beijinho e um abraçinho bem apertadinho!!..



De mafalda-momentos a 9 de Maio de 2010 às 12:49
Ó Libel achas mesmo??? É que pretendo tanto animar esta minha amiga, distraí-la, falar-lhe de outras coisas que não sejam aquilo que está vivendo... quando entrei no blog dela, há tanto tempo parado e vi um post de meados de Abril, fiquei super feliz... achei que significava que já ia reunindo algumas forças... enfim, tenho esperança que sim... e desejo que consiga sair vitoriosa da doença e que o sol e os seus sorrisos voltem a ser seu privilégio.
Para ti amiguinha um beijinho com o meu mais divertido sorriso.


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