Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

205º Aniversário do Nascimento de Hans Christian Andersen

 

Dedicado a todos os jovens pais com o bom hábito de ler histórias aos seus filhos.

 

 

Comemora-se hoje o 205º aniversário do nascimento do escritor, principalmente de literatura infantil, Hans Christian Andersen. A sua fama deve-se ao facto de na sua época, este tipo de escrita voltada para as crianças ser muito rara. Mas não só, porque quem de nós já esqueceu as histórias A Pequena Sereia, o Soldadinho de Chumbo, O Patinho Feio, A Princesa e a Ervilha, A Caixinha de Surpresas, O Rouxinol e ainda tantas outras.

De nacionalidade dinamarquesa e de origens humildes a sua formação é essencialmente autodidacta. Contudo os seus ensaios poéticos e o conto “Criança Moribunda” garantiram-lhe um lugar no Instituto de Copenhage (Universidade de Copenhage). Nasceu a 2 de Abril de 1805 em Odense e faleceu a 4 de Agosto de 1875 em Copenhage. Escreveu peças de teatro, romances, canções patrióticas, contos, histórias e principalmente contos de fadas, pelo que ficou mundialmente conhecido.

A sua criatividade e imaginação é na infância fomentada e incentivada por seu pai que o deixou aprender a ler, lhe contava histórias chegando a construir-lhe um teatrinho de marionetas.

Aos onze anos de idade e devido à morte de seu pai, foi obrigado a abandonar a escola e três anos mais tarde viaja para a capital com a intenção de se tornar cantor de ópera. Apesar de a voz lhe ter falhado é admitido no Teatro Real, tendo-se tornado amigo para o resto da vida do seu director Jonas Collin. Hans trabalhou no teatro como actor e bailarino.

O rei Frederico IV interessou-se por ele e enviou-o para a escola de Slagelse. Hans não gostava de estudar e o período de permanência nesta escola e em Elsinor, viria a considerá-lo mais tarde como os anos mais tristes da sua vida.       

Muita da sua obra é influenciada por um período vivido na Dinamarca em que esta regressava ao nacionalismo ancorado aos valores ancestrais. Conhecedor dos contrastes da sociedade do seu país a sua obra, quer infantil, quer adulta é marcada por esta fase. As suas histórias começam por ter uma raiz de tradição popular, desenvolvendo-se depois para os contos de fadas ou onde permanecessem elementos da natureza.

Segundo alguns estudiosos, foi considerado como a "primeira voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças". Nelas procurou sempre passar padrões de comportamento que exprimissem a sua própria ideia, de que todos os homens deveriam ter direitos iguais.

Escreveu 156 histórias.

Foi feito um filme no qual foi romanceada a história de Hans, mesclando trechos de seus contos com sua vida, cujo título no original em inglês, Hans Christian Andersen: My Life as a Fairy Tale – A vida num conto de fadas.

 

 

Graças à sua enorme contribuição para este tipo de literatura, o dia do seu nascimento 2 de Abril, foi escolhido para o dia mundial do livro infantil -   Dia Internacional do Livro Infanto-JuvenilO seu nome, Hans Christian Andersen deu vida ao mais importante e prestigiado prémio internacional do género, livro infantil, considerado o Prémio Nobel do livro infantil cujo troféu consiste numa medalha cunhada com a sua fotografia e nome.

Em cada 2 anos é entregue pela IBBY -  International Board on Books for Young People  – ao autor cuja obra tenha merecido reconhecimento pelo contributo a este campo da literatura.

Este biénio os seus vencedores foram anunciados na Feira do Livro Infantil de Bolonha e receberão o prémio no congresso “A forza das minorias” em Santiago de Compostela.

Esta honra coube ao britânico David Almond e à alemã Jutta Bauer.

David Almond conta já com outros prémios importantes como The Carnegie Medal, o Whitbread Children´s Book Award ou o Smarties Book Award.

Entre nós encontram-se 4 títulos editados pela Presença: “O meu pai é um homem pássaro”, “Um cantinho do paraíso”, “O grande fogo” e “O segredo do senhor Ninguém”.

Jutta Bauer foi já galardoada com o prémio German Youthe Literatura Award e encontram-se publicados em Portugal os livros “Quando a mãe grita” e “Selma” pela Gatafunho a “A rainha das Cores” pela editora A Cobra Laranja.

 

Mafalda, 2 de Abril de 2010


publicado por mafalda-momentos às 19:38
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De libel a 5 de Abril de 2010 às 22:46
Mafalda sempre adorei essas histórias, até porque elas apesar do mundo encantado nos mostram e atentam para a realidade da vida. Nas crianças alertam para os perigos e também para o conhecimento de alguns principios fundamentais à construção de carácter e boas maneiras.  

Mas existe uma que sempre me fascinou, não sei se pelas cores, se todo o enredo e magia que se vive, se pelo final tão triste, mas de certa forma ditado pelo Amor, esse sentimento que assalta corações e por vezes se transforma em espuma do mar.
A pequena Sereia...deixo-te a parte que retrata aquilo que disse:

"Era uma vez... uma pequena sereia, apaixonada por um homem mortal, recorre a uma bruxa para que possa assumir uma forma humana e assim se aproximar de seu amado.
 
Para que o encantamento se tornasse permanente, a pequena sereia deveria conquistar o amor de seu escolhido; caso contrário, haveria de se transformar em espuma do mar, algo mais terrível que a própria morte, uma vez que sereias não têm alma, não podendo assim morrer.

A sereiazinha acaba falhando em seu propósito. Comovidas com sua situação, suas irmãs fazem um trato com a bruxa do mar. Em troca de suas belas cabeleiras, a bruxa lhes dá uma faca, com a qual a pequena sereia deveria matar seu amado. Desta forma, estaria livre de seu triste fim. Contudo, ela, em nome do amor, abdica da própria existência e, ao fim, desaparece nas águas em forma de espuma do mar".

Beijokas

p.s. Vou pedir ao canto da magia para tocar outro final, esse não me agrada nada...lol...


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