Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012

A minha despedida

 

 

 

E pronto chegou finalmente o tempo. 

Aquele dia, aquela hora, aquele minuto que ganhei coragem, que me fez decidir, que me deu o impulso.

Não posso dizer que é fácil. Antes pelo contrário! Mas na verdade nada mais de “bom” tenho para deixar neste espaço que foi tão meu, sendo ao mesmo tempo tão dos outros que aqui me deram o gosto de entrar.

 

Muito de mim por aqui deixei. Muito de outros daqui levo comigo. 

É a reciprocidade do conhecimento. Quem passa em nossa vida deixa sempre um pouco de si, leva sempre um pouco de nós.

 

Guardo comigo os vossos sorrisos, as vossas palavras e fico com a saudade que jamais me deixará esquecer.

 

"So this is who I am..." 

 

____________________________________________________________________________ 

 

 

Há um tempo já distante, li um post num blog que costumava visitar, no qual o autor expunha determinada situação que acontece, segundo ele, bastante frequentemente, entre os visitantes e comentadores e para a qual ele não encontrava explicação causando-lhe até uma certa estranheza. 

Falava ele do assunto, traduzido por palavras minhas na essência do que apreendi do conteúdo do seu post, mais ao menos como o que a seguir transcrevo: 

 

Nunca consegui entender a razão pela qual, alguns comentadores assíduos que nos habituamos a encontrar nos nossos blogs e com quem até nalguns casos, acabamos por criar uma forma de amizade virtual que deixou de nos ser indiferente, de repente, de um momento para o outro, desaparecem sem deixar rasto. 

Um belo dia aparecem outra vez, como se nos tivessem visitado e comentado no post anterior, como se não tivesse acontecido nada, mesmo que tenha passado bastante tempo, ou um espaço dele consideravelmente significativo.

 

Lembro-me de ter pensado no assunto e ter concluído ser bastante pertinente a questão.

Considerei até que se um dia isso acontecesse comigo, era muito possível que eu não tivesse lata”, aquela chamada de coragem, para voltar a comentar o blog, mesmo que o voltasse a visitar e a seguir.

 

Hoje vejo que pensei mal!

Efectivamente se há coisas que a vida me ensinou, foi a nunca dizer Nunca.

 

Quando começamos a frequentar um blog e se o continuamos seguindo, é porque ele nos diz algo, nos interessa, nos preenche, nos ensina, nos diverte. Quantas vezes nos revemos nos textos lidos e no entanto não fomos capazes de encontrar as palavras expressas e escritas pelas mãos de outros. Se somos suficientemente audazes para comentar, iniciamos uma troca de conhecimento e com o decorrer do tempo, vai-se estreitando e cimentando uma confiança mútua. É natural pois, que se alguém desaparece do “circuito habitual” sem dizer nada, deixe aos outros a pergunta no ar... Que se terá passado?

 

Todos nós sabemos que os impedimentos muitas vezes não se anunciam. Surgem apenas!

 

Muitas e variadas também podem ser as causas dos impedimentos.

Desde a falta de tempo a problemas graves, sejam eles de que ordem forem, até e simplesmente uma alteração de humor, podem causar um afastamento temporário.

 

Mas o bichinho está lá e quando tudo se acalma, nasce a vontade de recomeçar.

Aquele blog daquela pessoa não foi esquecido, continua ali e nós atrevemo-nos a sentir que espera por nós.

Entrar, ler e querer comentar é um apelo da nossa vontade, mas como retratar, explicar, pedir desculpa pela ausência num comentário onde o que queremos é deixar a nossa opinião, ou uma palavra de alento, ou contrapor ideias, ou tão só, colaborar numa brincadeira?

EIS A QUESTÃO!

Difícil não é? Mas não impossível!

 

Será uma atitude imperdoável? É questionável!

Vocês o avaliarão, uma vez que cada um é dono da sua opinião e assim é que está certo, pois que vivemos numa democracia… Será?

 

Mas em verdade vos digo!

Da minha parte eu sei que tenho andado muito arredada, mas mesmo assim meus amigos, NÃO FIQUEM ASSOMBRADOS se um dia destes me virem entrar com toda a “lata” pelo vosso blog dentro e deixar nos vossos cantinhos que eu adoro, a expressão do meu apreço.

 

Vamo-nos "vendo" por aí.

 

 

 

Mafalda, 1 de Setembro de 2012

 


publicado por mafalda-momentos às 10:12
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2 comentários:
De elisabete a 23 de Setembro de 2012 às 15:36
É mesmo verdade que vais fechar este espaço?
Quero crer que não seja verdade, pois era realmente uma pena que assim fosse.


De DyDa/Flordeliz a 22 de Outubro de 2012 às 02:06
Costumo dizer: respeito a opinião e o sentir de cada um.
Muitas vezes o meu pensamento segue na mesma direcçao do que aqui escreves.
Actualizar para quê? Para receber visitas? Comentários?
Decididamente não o é.
Entro onde calha, comento quando me apetece, quando tenho tempo, quando necessito.
O meu blog - é meu. Dias há em que me dá prazer, outros que nem o posso ver e aqueles em que nem me lembro que existe de tão ocupada que estou.

Gosto de partilhar. E é no blogue que vou deixando pedaços de mim, e pouco me importa se entendem, compreendem, ou apreciam.

Em cada momento, fui eu. Sou eu. Mesmo que algum tempo passado quase não me identifique com o que deixei no dia em que escrevi.

Como tu Mafalda tenho encontrado pessoas divinais ( em comentários, ou conhecimento pessoal).

Como tu, já tentei fechar a "tasca" e a ela regressei, porque percebi que não tenho obrigação, nada devo, nada peço e nada espero.

Como tal, faço da "minha casa" o uso que quero: estar de bem comigo, sem hora, sem obrigação, sem patrão e sem clientes para servir.

Os amigos? São bem-vindos mesmo quando não lhes posso responder, o tempo não estica, as horas não aumentam e também porque deste espaço não recebo compensação que não sejam: palavras simpáticas.

Tudo isto para dizer que: Acredito que nos cruzaremos "por aí".

Um beijinho,
= Dida


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