Domingo, 5 de Junho de 2011

Eleições legislativas 2011

À procura do número da minha secção de voto, encontrei no site da minha junta de freguesia, a seguinte frase, precedida da Bandeira de Portugal.

 

 

“Portugal é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização políticas democráticas e o aprofundamento da democracia participativa.”

 

Fiquei presa às palavras “… baseado na soberania popular…” e encontrei-me a pensar que jamais senti que fosse verdade. 

 

Alguma vez aqui falei de política?

Também não vai ser hoje, pois o que aqui deixarei escrito, não passa de “política barata”. 

Claramente contrariada lá fui exercer o meu direito cívico de voto. E se digo claramente contrariada, não é porque não considere este acto um dever que afinal até nem nos rouba muito tempo, mas não consigo afirmar que não custa nada, porque na verdade doer, dói e muito.

Sobretudo para quem como eu não tem partido, analisa por aquilo que vê e sente e o que vejo e sinto, não é nada bonito nem bom de se viver.

Quando olho para todo e qualquer político e vejo as suas “aventuras”, quando oiço as suas falsas promessas, quando sinto vergonha dos escândalos a que todos se “sujeitam” e quando observo a também vergonhosa figura que ousam passar sobre o meu país para outros lá fora, fico completamente atrofiada e tal como os nossos políticos, os meus neurónios paralisam. Corrijo.

São apenas os meus que paralisam, porque os deles exercem bastante actividade, mas apenas no lado contrário ao que o povo gostaria de ver. Encontram-se ao serviço único dos seus próprios e pessoais interesses.

Confesso a minha total falta de conhecimento dos programas eleitorais para mais cinco anos de governação. Será ignorância minha, falta de capacidade de entendimento, ou será que a campanha eleitoral foi feita, como todas as outras, na base de ver quem consegue suplantar-se a dizer pior do adversário?

O mal não é de hoje, nem de ontem, nem de há cinco, nem de há dez anos. É como o brandy. Já vem de longe.

Não fui votar coagida pelo apelo ao voto de Cavaco Silva, que na verdade em vez de um apelo construtivo, mais me pareceu uma promessa de castigo. 

 

(E não deixo de abrir aqui um parêntesis e aproveitar para apresentar a minha sincera solidariedade a sua mulher que coitada ainda tão nova, apenas tem uma reforma de oitocentos euros. É uma afirmação com toda a credibilidade já que foi feita pelo próprio Cavaco em plena campanha eleitoral presidencial.

Daqui deixo uma dica para Maria de uma ideia que me surgiu no sentido de poder fazer aumentar o seu rendimento mensal.

Talvez criar uma página na internet, ou um programa televisivo, ensinando a muitos de nós, onde eu me incluo, como gerir tão curta reforma de modo a poder viver acima de uma classe “média alta” e ainda ter condições de conseguir criar poupanças elevadas como as suas.

Por mim prometo desde já fazer a maior divulgação, além de ser uma aluna assídua e empenhada, decidida a obter a classificação mais alta.) 

 

Fui votar porque entendo que mais do que nunca é uma obrigação nossa. A população portuguesa precisa de soluções eficazes, alterações de base significativas, exigências de melhoria e não de mais pedidos de sacrifícios e continuação de perda direitos. Precisa sim de poder usufruir uma vida minimamente digna.

Quando aqui falo de portugueses, excluo toda a classe política e governamental e uma classe a que com muita verdade chamo de vigaristas que cada vez mais proliferam neste país. É que quem quer obter favores e os aproveita, não tem alternativa a não ser a das cedências e por sua vez oferecer favores também.

Apelando ao velho ditado popular... "para bom entendedor meia palavra basta".

Fui votar visivelmente indecisa, pensando que haveria de ter havido uma campanha massiva ao apelo ao voto nulo e dar aos políticos apenas os votos partidários.

Talvez lhes déssemos uma lição. Talvez conseguissem vislumbrar os tempos do nosso descontentamento.

Talvez não passasse de um talvez!

Fui votar e fui a pé aproveitando para fazer algo em meu próprio benefício – um pouco de exercício físico. 

 

Não deixei de reparar, já pelas notícias na televisão que Passos Coelho foi votar de automóvel dirigido por motorista (eu não disse por “um” motorista… alguma diferença há entre estas palavras).

Falei em Passos Coelho? Poderia ter mencionado qualquer outro dirigente, ou candidato se preferirem. 

 

Será mesmo verdade que cada um tem aquilo que “merece”? 

 

Mafalda, 5 de Junho de 2011

 

Autor da foto: António Vale

http://olhares.aeiou.pt/bandeira_de_portugal_foto1784504.html

 

 


publicado por mafalda-momentos às 17:04
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8 comentários:
De elisabete a 5 de Junho de 2011 às 21:20

E não é que o Povo escolheu pagar as dívidas que não fez, escolheu saltar da fogueira para o lume, escolheu que lhe cortem mais ainda do que até agora.
Aos jovens nos próximos anos, não restará mais do que emigrar, ou viver à conta dos pais, ou serem sem abrigo.
E alegremente e em festa o Povo escolheu isto.
Viva a Festa!


De mafalda-momentos a 28 de Julho de 2011 às 18:27

E "prontos" (fala a voz do povo), já nem te deves lembrar deste teu comentário de tanto tempo que já passou.

É isso mesmo... viva a festa que nada mudou... as pessoas é que são outras.
E assim vai rolando este mundo tão pesado de injustiça.

Beijinhos


De luadoceu a 6 de Junho de 2011 às 10:15
gostei muito das tuas palavras
eu tb fui votar,nao pq tenha partido eleito
mas p nao dar abstençao e fazer meu voto de dever civico
beijinhos mafalda
uma boa semana


De luadoceu a 15 de Julho de 2011 às 12:44
c n tens nenhum poste mafalda
vai mesmo neste meu agradecimento ao participares na minha supresa de anos
adorei tua presença e tudinho qto ofereceram
um muito mas muito obrigada por tudo amiga
ausente,mas presente,so tnehod e agradecer...e n te esqueço,sempre q posso passo aqui ver se postastes
beijinhos e bom fds


De mafalda-momentos a 28 de Julho de 2011 às 18:12

Olá Lua

Nada tens que agradecer. Foi tudo feito com muito gosto e carinho, com a mãozinha daquela fada chamada de Libelinha, já sabes que sempre tudo é possível.

Obrigada pela tua sempre presença e um beijinho grande para ti


De mafalda-momentos a 28 de Julho de 2011 às 18:21

É verdade é um dever que deveríamos sempre todos cumprir.
Mas sabes que às vezes acabo compreendendo porque muitas pessoas não  o fazem.
Nada muda nos hábitos. Apenas as pessoas são outras.
Quem paga são sempre os mesmos... NÓS e bem o podemos confirmar, à distância deste post e da altura em que te respondo (desculpa a demora).

Beijinhos para ti  e um bfs. Image


De lis a 24 de Julho de 2011 às 22:41
Oi Mafalda
Faz um tempo que nao atualiza seu blog e outro tanto que nao venho por aqui. Nao significa que nossas afinidades mudaram, o que muda sempre é o tempo, as prioridades , o dia a dia estabelecendo e determinando nossas vidas.
Li seu desabafo sobre eleições ,política e afins.
Tudo igual em todos os rincões. Infelismente.
Quero deixar meu abraço e desejar que esteja bem e feliz.
saudades abraços tudo de bom pra ti


De mafalda-momentos a 28 de Julho de 2011 às 18:08
Oi Lis

É mesmo bom receber sua visita.
Até a mim me admira de há tanto tempo eu ter por aqui o meu bloguito abandonado.
De igual modo eu também não tenho visitado quase ninguém.
Em "sua casinha" sempre tão acolhedora também não tenho entrado.

Está tudo bem, mas são fases! Que havemos de fazer?
O tempo que sempre dá uma ajudinha, está agora a encarregar-se de me criar de novo vontade de voltar.

É verdade parece que politicos e afins se graduaram todos na mesma universidade.

Cá recebi seu abracinho com todo esse sabor a Brasil que me soube muito bem.

Também para ti Lis tudo de bom e um grande Xi Image


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