Sexta-feira, 11 de Março de 2011

O DISCURSO DO REI

Fui ontem pela tarde ver o filme. 

Que gosto dá ouvir falar inglês assim!

 

 

 Fez-me lembrar um oldie 

 

– My Fair Lady –

 

...the rain in Spain stays mainly in the plain…

...again…

...I think she’s got it

 

 

No seu tempo, 1964, este clássico também ele arrecadou oito galardões entre os quais, melhor filme, melhor realização (direcção), melhor actor principal (masculino). 

 

 



Decorreu há pouco a cerimónia da atribuição dos Óscares aos filmes nomeados.

 

O Discurso do Rei, foi nomeado para doze categorias, das quais, acabou por arrebatar quatro, melhor filme, melhor realizador, melhor actor principal (masculino), melhor argumento original.

 

Destes dois filmes que acabo de mencionar, não se trata só de uma realização inglesa. Também a sua acção decorre na capital Londrina. O tema concentra-se, suponho poder chamar-lhe assim, na terapia da fala, embora em duas vertentes e argumentos completamente diferentes.

 

É pois para mim curioso observar a quantidade de coincidências entre estes dois filmes com quase cinquenta anos de separação.

 

Há quem ache que o filme não tem história. Vale quase exclusivamente pela interpretação de Colin Firth, no papel de Jorge VI de Inglaterra, pai da actual rainha.

Na realidade, absolutamente fabulosa, fantástica, digna de um “rei” do cinema.

Na minha modesta opinião que vejo as coisas apenas com os olhos e o sentir de somente gostar, vale por bastante mais.

A interpretação de Geoffrey Rush na categoria de actor secundário (masculino) é igualmente notável.

Toda aquela série de pormenores adjudicadas à tão conservadora corte de Inglaterra e a todo o seu enorme séquito, que à boa maneira inglesa estão excelentemente retratados.

A história faz parte da própria História.

Verídica, é baseada nos apontamentos colhidos pelo suposto médico enquanto o tratou no seu problema da fala e o acompanhou em toda a sua vida nos seus discursos.

Eu aprendi alguma coisa de que não fazia a mínima ideia. Algo de que nunca tinha ouvido falar.

O rei era gago.

Talvez que este facto tenha feito, durante muito tempo, parte de um segredo íntimo da família real, o qual se deve ter empenhado em esconder.

Em família era ridicularizado e julgado pela sua gaguez, foi contrariado por ser canhoto e obrigado a tornar-se destro, maltratado, sem que os pais se apercebessem pela ama que só gostava do irmão mais velho.

Observada com atenção a história, acabamos por entender como nas monarquias (neste caso), tantos reis foram tão maus governantes.

Porque de pessoas, quase nada têm, pois que assim foram educados, longe do contacto familiar, no que ele tem de melhor. O amor, o carinho, a atenção.

 

Ainda se queixam de frustração os nossos filhos que nos têm a tempo inteiro!



Muito me apraz ter ouvido dizer que a rainha chorou quando viu o filme.

Ao menos uma vez na vida dignou-se mostrar publicamente algum sentimento que na sua fachada impenetrável jamais deixa transparecer qualquer emoção.

 

 

Mafalda, 11 de Março de 2011


publicado por mafalda-momentos às 22:38
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2 comentários:
De sentaqui a 12 de Março de 2011 às 18:28
Ando há tempo para ir ver este filme, agora ainda com mais vontade fiquei depois de ler a tua apreciação e olha acho que também tenho de voltar ao My Fair Lady, já pouco me lembro.
Duma coisa eu sei, de gaguez não sofro, por isso deixo-te uma beijoca sem soluços.


De mafalda-momentos a 14 de Março de 2011 às 20:07

E ainda bem que não sofres de gaguez... ou ficarias um pouco limitada em dizer tudo o que sentes lá pelo "sentaqui". Tou a brincar contigo.

Na minha opinião vale a pena ver. Depois me dirás qual a tua apreciação, porque gostos não se discutem.

Quanto ao My Fair Lady, é um musical baseado na história da peça de teatro Pigmalião.

Só o mencionei por encontrar algumas coincidências.
Já tentei comprá-lo em DVD para oferecer a uma amiga mas não consegui.

Para ti vai uma beijoca e um sorriso em dia de tempo cinzento.


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