Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Se nos cruzámos foi por acaso?

 

A nossa história está gravada pelos sentimentos na estrada de uma vida.

Vivida na esperança de não ter fim...

Ilusão que não se ousou deixar revelar-se.

 

Se nos cruzámos foi por acaso?

Não!

Um dos dois tinha que vivê-la.

Embalou-se num doce sonho e permitiu-se não acordar.

Viveu a ânsia de querer a presença, o sentir do batimento de um coração em alvoroço, o desejo num olhar intenso, que não queria ser adivinhado.

 

Depois num atrevimento consentido, o mundo fez uma pausa. E girou em torno dos dois, deixando-lhes a livre escolha de parar ou avançar.

Insustentável essa imagem de parar.

Um dos dois abraçou o outro sem sequer pensar no que fazia.

E assim deixou que esse abraço se estendesse a todo o sempre.

 

Provou então o encanto das palavras que se soltam, do olhar feito estrelas que brilham de paixão, do sentir estremecendo, o toque de dedos deslizando como o suave dedilhar de uma guitarra, do escutar deslumbrado, de coros cantando em vozes que se ouvem sussurrando.

 

Houve paixão, houve amor, desejo e cumplicidade, emoção e ternura. Houve sorrisos e risos, felicidade e certezas. Houve amizade e aventuras.

Houve de todos os sentimentos que aproximam duas pessoas, misturados num só.

A química, essa linda magia completa e absoluta. Arrebatadora, absorvente, embrulhada em fantasia cheia de luz e cor de tudo querer sentir.

 

Dos dois que um dia se cruzaram...

A química foi de um só!

Não morreu nem foi esquecida.

Vive naquele que a experimentou, na certeza de que tudo de novo viveria se atrás o tempo voltasse... mesmo que lhe fosse mostrado o futuro.

 

É por isso que hoje, sentado à mesinha junto à janela, olha o rio e recorda.

 

Assinala o dia e esse rio que outrora os juntou.

 

.....

 

A nossa história contada ao pormenor, decerto poderia ser argumento de um livro de Nicholas Sparks, escrito para depois ser adaptado ao cinema. Nele, o autor revelaria qual dos dois foi a química do outro.

 

É assim, que muitas vezes aquilo que julgamos... apenas histórias românticas, existe, vive-se, sente-se e deixa marca indelével, na vida real.

 

Mafalda 7 de Outubro de 2009

 

 


publicado por mafalda-momentos às 15:36
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