Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

Desfolhando o malmequer.

 

 

http://fotos.sapo.pt/gilreis/fotos/simples-bonitas/?uid=RfA4vfSKlPK9h3HJbOdD

Foto de: Gilreis

 

 

E desfolhando o malmequer, ia cantando a lengalenga popular...

 

mal-me-quer,

bem-me-quer,

muito,

pouco,

ou nada.

 

Oh! Que desilusão!

 

 

Mafalda, 25 de Junho de 2012

 


publicado por mafalda-momentos às 22:02
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Domingo, 24 de Junho de 2012

A praia é só deles.

 

 

Por aqui namora-se um pouco.

Indiferentes à brisa ligeira que sopra fresca, numa praia que é só deles.

 

Ou será que,...

É um acerto de divergências.

Um pôr de pontos nos “Is”.

Um esclarecer de dúvidas.

Um projecto para o futuro, ou um romper com o passado?

 

A imaginação, tudo pode!

Do lado de cá da lente, cada um conta a história que quiser e do seu jeito.

 

De uma coisa há a certeza… a praia é só deles!

 

 

 

Mafalda, 23 de Junho de 2012

 


publicado por mafalda-momentos às 21:34
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

Ó noite de Santo António

 

“...Ó noite de Santo António
Ó Lisboa de encantar
De alcachofras a florir
De foguetes a estoirar
Enquanto os bairros cantarem
Enquanto houver arraiais
Enquanto houver Santo António
Lisboa não morre mais…”

 

Noite de festa na cidade que de noite não se deita e vai de bairro em bairro pelas colinas espalhados, festejar com grande fogo, dando vivas à tradição, as festas populares.

 

 

 

 

 

 

 

E de viela em viela, becos e estreitas ruelas, escadinhas e pátios, nascem molhos de gente, mirando a luz e a cor dos enfeitados arraiais.

 

 

 

  

Ouvem-se os pregões chamativos a que ninguém resiste.

 

 “Olha a bela sardinha assada!”

 

E lá vem mais uma pratada ali para a mesa do lado, onde há grande animação, que a canequinha de barro, já de vinho se encheu.

 

Ele há bifanas grelhadas, entrecosto para roer e bem cheiroso e apetitoso aquele chouriço assado que só de ver Santo António, dá vontade de comer.

 

 “Ó menina olha o Manjerico” 

Na bancada improvisada há filas de manjericos fresquinhos como uma alface no seu atraente verde que surge no laranja do seu vaso, onde nasce por acaso uma quadra adequada a cada ocasião.

 

Há risos e gargalhadas e já de barriga cheia,

circula-se pelos bailaricos.

 

                 

 

 

 

 

 

 

 

O povo é tanto que dão-se as mãos na tentativa de se manterem juntos e mesmo assim há quem se perca. 

- Mafalda onde estás?

- Mesmo ao pé do altar de Santo António.

- Já vamos aí ter.

- Para a próxima vens pela trela para não desapareceres.

- Distrai-me um pouquinho em busca de uma fogueira, só queria saltar e queimar a alcachofra.

- Olha-me este parvo, deu-me um beliscão no rabo!

- Essa agora foi boa Isabel. Não lhe deste um bofetão?

- Sei eu lá quem foi Manuela? A esta hora, já quantos outros não deu por essa multidão fora.

 

Tudo ri, a boca, os olhos e o coração e continua a animação.

 

E descendo a Avenida lá vão desfilando as marchas em franca rivalidade,

entoando os seus hinos e enchendo de luz e cor o espaço de Lisboa,

comemorando este ano, 80 anos de idade.

 

 

 

 

O povo olha atento, numa mistura de bairrismo e admiração.

 

Surpresa das surpresas, comemoram este ano também, o Ano de Portugal no Brasil, Ano do Brasil em Portugal e integram no desfile de dia 12 de Junho o agrupamento brasileiro Rei de Paus, para além dos restantes convidados: Dança do Dragão (Macau), National Band (Emirados Árabes Unidos) e o Projecto Chuva d’Amor (Portugal).

 

Pela noite dentro, vão entrando as horas que conduzem ao cansaço da madrugada e os pés, esses coitados pedem ao Santo milagreiro, o milagre de uma cama.

 

Eu por mim, só lhe peço uma coisinha…

 

Ó meu rico Sto. António

De fama casamenteiro

Não me dês nenhum Toino

Dá-me antes um canteiro

Pra despejar esta tralha

Bem juntinho lá do chão

Que a cabeça me baralha

E me dói no coração. 

 

 

 

Mafalda, 13 de Junho de 2012

 


publicado por mafalda-momentos às 22:39
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012

A pena do gabbiano deslisa na suave brisa, mas a brisa não sopra na minha direcção

 

Veio daqui: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001671767566&sk=friends&v=friends#!/manuela.m.pereira.5

Autora: Manuela Marques Pereira

 

 

 

“Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a nossa inquietação.”

Vergílio Ferreira, Conta Corrente

 

Lindo não é?

Exactamente aquilo que precisava como introdução.

 

De volta a este meu espaço neste último ano tão abandonado, disposta a postar um novo texto, dou de caras com alguns comentários no último post que, por falta de assiduidade, nem sabia que tinha.

 

E antes de qualquer outra coisa, decidi-me a ler e responder aos mesmos, facto que alterou por completo a minha intenção. Escrever de novo.

 

É que por conta dos comentários, cheguei à conclusão que não só não sei escrever, mas pior que isso, quase “crime de lesa-pátria”, maltratei a língua portuguesa que tanto admiro e protejo.

 

E logo eu que por mais de uma vez, assinalei no meu blog, a falta de cuidado revelada por outros bloguistas em, por exemplo, erros ortográficos.

Que grande moralidade a minha para falar!

 

Ora, fazendo contas, dei conta (é mesmo assim que quero dizer), que por aqui ando acerca de cinco anos e meio. É mesmo muito tempo!

Quem já não estará farto de ouvir sempre a mesma música, deste fundo escuro, de ver aquela fotografia, na qual não consegui transmitir aquilo que vi e a emoção que senti, quando ao voltar-me, os meus olhos se depararam com um espectáculo da natureza, de beleza ímpar, lá no Castro de Monte Mozinho, concelho de Penafiel.

 

( http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_de_Monte_Mozinho )

 

Verdade que daqui arrecadei muitas alegrias, muitos momentos de sorrisos e de risos, boa disposição, também muita nostalgia, muitos desabafos de insegurança, de inquietações, de medos, até angústias, mas muito importante, amizades inesquecíveis que se revelaram sinceras, atentas e sem “o tal do diz que disse”... Estará bem dito assim?

 

Sorte a minha que não gosto de conflitos nem de hostilizar ninguém, mas que sendo muito insegura, sou igualmente selectiva nas minhas escolhas.

 

Pois é! Por tudo isto, pergunto-me se não será a hora do dizer adeus, de ficar apenas como espectadora.

 

Talvez este seja o último post, talvez haja um outro ainda ou talvez continue o blog.

Talvez recomece um novo blog. É fácil! Como era bom se fosse assim tão simples com a vida.

Nada está decidido ainda, mas existe o pensamento.

De qualquer modo ficarei sempre com a música aqui do lado.

O talvez fica pairando no ar como uma pena leve de gabbiano levada pela brisa que talvez sopre na minha direcção.

 

E embora já tenha escrito muito, não quero correr o risco de cometer mais erros.

Então decidi postar um texto que não é meu, mas sim de uma conceituada escritora, no qual, de certeza, não existem erros.

 

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida... Mas, com certeza, nada é impossível…
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!

Cecília Meireles

 

Mafalda, 7 de Junho de 2012

 

(Gabbiano – gaivota em italiano)


publicado por mafalda-momentos às 21:35
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