Quarta-feira, 31 de Março de 2010

...

Não sei se também aconteceu convosco, mas comigo sim e agora entro e vejo isto tudo alterado.

Aqui o Sr. Sapo resolveu embirrar durante bem mais de uma semana e não me tem deixado aceder nas melhores condições nem à caixa de correio, nem aos blogs e quando consigo abrir fica bloqueado e pronto, nem para trás nem para a frente e ao fim de estar a ver um bom bocado a rodinha às voltas, “mastigando, mastigando” quase me hipnotizando a solução é desligar e mandar tudo às ortigas. Às ortigas sim, aquela erva daninha que mal se lhe toca dá uma coceira desgraçada.

Conseguir deixar um comentário em alguém tem sido quase milagre.

E não é da net não senhor porque com o Google não tenho qualquer problema.

Talvez me queira ter dado o troco por o ter posto uma semana às cambalhotas. O amuo parece estar a ceder pois que desde hoje à tarde começou a dar-me um ar da sua graça.

Vamos ver se é para durar.

Bom o mais certo é ter sido provocado pelas alterações e se calhar o melhor é calar-me, não vá ele ouvir e vingar-se de novo. Mas lá que tem sido chato… isso tem!

 

 

31-03-2010

 


publicado por mafalda-momentos às 23:48
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Terça-feira, 16 de Março de 2010

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Para quem hoje faz anos

um dia de sonho

 

 

16-03-2010 


publicado por mafalda-momentos às 19:34
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

O Ombu

Hoje desfiz-me da “Árvore dos Segredos”.

E sabem que já sinto saudade?

Desejei ter na vida um Ombu.

Quem sabe na minha praceta… ou até na minha varanda…

Porque há dias que nada nos parece impossível.

Num dia que se fez ameno, teria apreciado a sua sombra acolhedora, sentiria por certo a sua cumplicidade, na simplicidade dos seus ramos e da sua copa. Procuraria a sinceridade dos desejos pedidos e nela esculpidos. Encontraria por certo com emoção a sensibilidade, na nostalgia da saudade.

Talvez eu própria pedisse um desejo…

Que a amizade e a solidariedade, não nos falte neste abraçar do desafio…

Tão pouco no desafio que é a nossa existência.

 

Mafalda, 15 de Março de 2010

 

…………..

 

 

Por curiosidade fui procurar. Nome aristocrata não?

 

Ombu, ombú, umbú ou bela-sombra é o nome comum da Phytolacca dioica L., uma planta de grande porte, com origem nas pampas da América do Sul, utilizada como ornamental nas zonas de clima mediterrânico. Apesar de apresentar morfologia arbórea, o ombu é uma planta herbácea de grandes dimensões, não tendo madeira no seu caule, pese embora o seu tamanho. A planta forma uma canópia com um perímetro de 12 a 15 m, podendo atingir uma altura de 12 a 18 m. O nome deriva da palavra guarani ombu, que significa vulto ou sombra.

O ombu tem um crescimento muito rápido, mas, sendo uma planta herbácea, o seu caule é esponjoso, podendo facilmente ser cortado com uma faca. A sua seiva é venenosa, tendo um cheiro desagradável, pelo que a planta não é atacada por herbívoros e está imune aos gafanhotos e outros insectos esfoliantes.

As folhas do ombu são de forma elíptica, de cor verde escuro, brilho ceroso e com dimensões que podem atingir os 20 cm de comprimento. A face inferior das folhas é mais glauca e esbranquiçada. As folhas são de inserção alternada, com pecíolo curto.

As flores são dióicas, em rácemos terminais de cor esbranquiçada. O fruto é uma baga que quando madura é de cor vermelho escuro, contendo múltiplas sementes ovóides com cerca de 3 mm de comprimento, de cor negro brilhante.

 

O ombu apresenta-se geralmente como espécimes isolados, embora por vezes apareçam bosques de dimensão apreciável. Alguns desses bosques são famosos, como acontece com a Isla de los ombúes no Cerro Arequita, Lavalleja, e o Bosque de ombúes, situado em Rocha, Uruguai, o qual tem um perímetro de quase 20 km.

O ombu é um símbolo da cultura gaúcha do Uruguai e da Argentina, já que a sua copa é identificável à distância, providenciando abrigo contra a chuva e o sol (daí o chamar-se bela-sombra). Pela mesma razão é cultivada como árvore ornamental e de sombra. Crescendo de forma isolada, era chamado o farol das pampas.

As características do ombu, em particular o engrossamento do tronco junto ao colo, fazem desta planta uma óptima espécie para utilização em técnicas de bonsai.

O Pampa argentino é uma região geográfica da Argentina formada pelas províncias de Córdoba, Santa Fe, La Pampa e Buenos Aires.

 

 

 

Ombu, ombú, umbú ou bela-sombra é o nome comum da Phytolacca dioica


publicado por mafalda-momentos às 18:37
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Terça-feira, 9 de Março de 2010

Ser Outono...

 

 

“O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…”

 

Miguel Torga

 

 

 

Não havia feito o trabalho de casa.

Agora encontrava-se de castigo, no canto da sala, voltada para a parede.

Enquanto via o branco alvo que a pintava, sentia-se…

Humilhada por ter sido punida diante dos outros? Não!

Injustiçada? Também não! Na verdade nem podia! Não tinha cumprido a sua tarefa!

Detestava que isso acontecesse! Não fazia parte do seu modo de ser e estar.

Era certo que não tinha sido completamente culpa sua.

A semana tinha-lhe reservado bastante trabalho e sobretudo um enorme nervosismo. Não lhe sobrara tempo nem imaginação.

Como se sentia então? Era o que continuava se interrogando enquanto via apenas o branco, liso e incolor.

Todos diziam que era teimosa e reconhecia-o. No entanto não entendia como podia essa característica não interferir na sua insegurança. Parecia-lhe um pouco contraditório.

Zangada, irritada consigo própria? Talvez um pouco…

Não lhe tinha sido possível fazê-lo a tempo… mas porque não hoje?

No fundo sentia que podia e devia tê-lo feito.

Considerara que estava fora do tempo, mas reconhecia que afinal o que lhe faltara era coragem, essa mesma coragem que tantas vezes a levava à indecisão e a fazia perder momentos gratificantes de vida.

E agora sentia-se… Entediada! Era isso!

Que outra coisa poderia sentir naquela situação? Tédio, que sensaboria. Tinha que se livrar daquela sensação.

Semicerrou um pouco os olhos, decidiu deixar voar o pensamento até que aquele espaço de tempo se tornasse longínquo.

E aquela simples parede branca transformou-se num enorme ecrã, enchendo-se de vida, cor e luz, odores e sentires.

Acabada a época de Verão, viu-se sentada na areia dourada da praia, agora quase só sua.

Naquele fim de tarde de temperatura amena, olhou o mar que se estendia, deixou que lhe refrescasse os pés, sentiu-lhe o cheiro a maresia, percorreu-o com o olhar até à linha do horizonte e admirou a beleza das cores quentes do pôr-do-sol. Os dias eram agora mais pequenos, mas mais serenos.

As cigarras, durante o dia e os grilos pela noite, haviam cessado o seu canto.

As cores transformavam-se. Das árvores, as folhas perdiam o verde. Ganhavam agora o tom amarelecido, envelhecido, seco e ocre da terra e em breve, ao cair da primeira chuva miudinha, dela se soltaria aquele cheiro a terra molhada com um sabor de vida.

O chão cobrir-se-ia de um novo tapete, um manto de folhas caídas que a brisa fresca soltaria num bailado suave, como se brincasse fazendo-as rodopiar.

Não tardaria também, no início da noite entre o bulício da cidade de quem regressa a casa, a ouvir-se aquele gostoso pregão…

“Quentes e Boas!”

E o fumegar do assador e o cheiro da castanha assada espalhando-se no ar, despertando-nos os sentidos, consolando-nos a alma. Quem resistiria?

- Uma dúzia por favor.

O pacotinho de papel de jornal aquecendo-nos as mãos e lembrando-nos o “ouriço” se abrindo, deixando surgir o fruto apetecido.

No interior das casas, alteram-se as rotinas. Passou o tempo das saladas e das bebidas frescas.

Há tempo para sentar no sofá, um convite para ouvir música, uma calma para ler um livro.

Convive-se agora à volta da mesa tomando um chá, ou um café… quem sabe uma ginjinha, aquecendo e alegrando o coração.

Olhando pela janela, o rio lá ao fundo. Perdeu um pouco de brilho. É agora mais cinzento quando o azul do céu visitado pelas nuvens, se tornou menos solidário, não lhe emprestando os raios de sol. Também ele é menos intenso.

É outra estação do ano que nasce. O Outono. Esse amigo transitório entre o Verão e o Inverno.

É belo? Assim o vejo. É triste? Não o sinto. É melancolia que nos visita e nos transporta ao sonho para quem, com intensidade, ousa viver. É melodia de poetas.

Serei eu uma alma de Outono?

E logo me vem à ideia as cores do arco-íris.

Vejo-as nas flores que saltam da terra nos campos e nos jardins. Vejo-as nas floristas em molhinhos coloridos. Vejo-as nas montras das lojas, nas roupas que vamos usar. Vejo-as reflectidas nos olhos e no sorriso das pessoas que passam.

O verde volta a se abrir.

Nossos passos são mais leves. Nascem os planos de visitar outros lugares.

Esvoaçam as borboletas e os bandos de pardais. O sol, de calor brando, de novo volta a brilhar espelhando-se, no rio, no mar, no nosso olhar, numa harmonia vibrante como aquela cotovia que começa a cantar, símbolo do começo da primavera, do novo dia, da alegria e da esperança.

E pela noite o rouxinol, encantando os namorados.

… Uma alma de Outono? Não! Serei sim uma alma amante da Primavera.

Pssst… que fazes tu aí?

Olhei de soslaio para a janela à minha direita. Um raio de sol bem convidativo entrava por ela. Lá fora o canteiro dos girassóis ondulava ao vento e a sua bela flor girava procurando avidamente o seu astro rei.

Sorrindo respondi

- Nada, só me lembrei de ti.

 

 

Mafalda, 9 de Março de 2010


publicado por mafalda-momentos às 23:43
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Terça-feira, 2 de Março de 2010

DESAFIO EM CADEIA- ROUND V - VENCEDOR/A

 

Estou aqui com um sorriso alegre, bem vestida, ainda melhor penteada, em cima de uns saltos que não ouso dar passada.

Seguro na mão um envelope selado, metade dourado, metade prateado para ser mais vistoso.

E dentro deste envelope está um segredo guardado.

O resultado das vossas votações para o Desafio em Cadeia – Round V

E o vencedor é… é…

 Xanadu-httpipt.olhares.comdatabig

Mas antes digam lá se eu não estou um arraso!

Não! Não estou a fazer pose... eu bem disse que não podia dar passada... tropecei e até perdi o envelope.

 

 

 

Amigos, vocês estão todos com uma cara!

Não querem saber quem é o vencedor?

Então?

 

Eu adivinho daqui o vosso pensamento…

- Aquela endoidou de vez… só pode… o que está ela a fazer?

 

ESTOU A BRINCAR COM VOCÊS!!!!!!

 

Brincadeira de mau gosto! Pois claro! Com coisas sérias não se brinca!

 

Então vamos lá ao que importa.

Estou só aqui, normalmente, atrás, ou à frente tanto faz do meu monitor, de facto sorridente e o envelope existe no meu coração.

Foi muito bom mesmo ler-vos a todos.

Quero só dizer que a minha escolha se refugiou na originalidade de expressão e na capacidade que o autor do texto conseguiu na inter-ligação dos sentimentos envolvidos de várias formas e contextos de cumplicidade.

 

E a minha escolha vai para Sorriso de Geia                

Parabéns Paulo


publicado por mafalda-momentos às 13:37
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DESAFIO EM CADEIA - ROUND V

 

... Continuação 

 

Vindo de outra galáxia Sorriso de Geia - quem sabe para estudar os humanos, 

surge o Paulo  que numa simbiose de todos os nossos sentimentos, percorre um

longo caminho para o encontro marcado com a cumplicidade

 

 

CUMPLICIDADE

 

Certo dia fiquei curioso por saber o real significado desta palavra, que teimava em aparecer no meio dos meus pensamentos, como se apelasse para a conhecer profundamente. E foi assim que uma vez motivado, dei comigo numa demanda pelo mundo.

 

Lembro-me da primeira resposta, que foi dada pela JUSTIÇA:

— Todos os dias, lido com a cumplicidade dos que fazem cumprir a Lei, que juntam esforços para serem mais eficazes, como também a sinto nos que são apelidados de fora-da-lei no auxílio prestado à realização de um crime. Ela é necessária porque as pessoas que têm o mesmo objectivo em vista, baseiam-se em troca de favores, valores morais, acordos de princípio e bens materiais, ela vai durar enquanto as necessidades que precisam da cumplicidade para agirem, forem continuamente suprimidas pelas partes.

 

Insatisfeito, andei um pouco mais e logo encontrei o PODER, que lá do alto da sua opulência, declarou:

— Como poderia eu me instalar neste cadeirão se não houvesse tanta ajuda para chegar até aqui e para continuar instalado tanto tempo acima de tudo e de todos? Foi preciso haver muita cumplicidade com a GANÂNCIA, o ABSOLUTISMO, a INTOLERÂNCIA, o ORGULHO, a FORÇA BRUTA, o EGOISMO, a CENSURA, o FANATISMO, a RIQUEZA, a ARROGÂNCIA, o MEDO, a AMBIÇÃO, o EGOÍSMO, a TENTAÇÃO, a INTRIGA, a COAÇÃO e a PERSUASÃO entre os muitos que me apoiaram e agora vivem à minha sombra na cumplicidade do tráfego de influências!

 

Ainda abalado com a intensidade da resposta anterior, perguntei ao TRABALHO, que no meio do seu labor, pode me esclarecer:

— Para atingir os meus objectivos e manter afastado o ÓCIO, a POBREZA, a INSEGURANÇA, os VÍCIOS ou a PREGUIÇA, preciso mesmo de muita cumplicidade entre as pessoas para se entre ajudarem e levarem a bom termo as suas tarefas em equipa, no fim vamos todos poder clamar pelo SUCESSO de uma forma mais rápida e eficaz.

 

Fui andando, porque tinha um encontro com a AMIZADE, que me contou:

— Cumplicidade faz parte de mim, é a minha trave mestra, sem ela, eu deixo de existir. Sempre que duas ou mais pessoas amigas partilharem as alegrias, os sorrisos, as lágrimas, os afectos, a pobreza, os sacrifícios, as aventuras, as tristezas, os bens materiais, as diversões, o sucesso, a riqueza, etc. entre muitas outras partilhas. A cumplicidade será comigo indissociável até nos mínimos detalhes, ela ainda atrairá a companhia das minhas amigas CONFIANÇA, LEALDADE, SINCERIDADE e FIDELIDADE.

 

Já estava mais satisfeito com estas respostas, só que irresistivelmente perguntei ao AMOR, que me disse por palavras carinhosas:

— Eu morreria se soubesse que iria viver sem a cumplicidade, vai comigo no coração por onde eu caminho. A cumplicidade é vital para que homens e mulheres atraiam a INTIMIDADE, o DESEJO, a AFEIÇÃO, o RISO, a COMPAIXÃO, a ALEGRIA, a GRATIDÃO, a SAUDADE, a PAIXÃO, a BONDADE, a ESPERANÇA, a SINCERIDADE e se respeitem mutuamente como iguais que são em VALOR e CORAGEM, os laços de ternura e de afecto saem fortalecidos se assim acontecer eu duro muito mais tempo. Através de mim e da cumplicidade, mãe e filho têm uma relação que perdura pelo TEMPO.

 

Poderia ficar por aqui, mas bem juntinho do Amor, vi a LOUCURA, que num ataque de lucidez ainda afirmou:

— Sabes, para eu existir é preciso haver cumplicidade com muitos sentimentos, dos quais destaco o CIÚME, o ÓDIO, o DESESPERO, o REMORSO, a CULPA, o TÉDIO e a TRAIÇÃO, que andam de mãos dadas comigo, pois esses sentimentos recorrem sempre a mim com muita cumplicidade, para se realizarem em pleno.

 

Fiquei satisfeito com tantas respostas e por fim compreendi profundamente o valor da

CUMPLICIDADE. Fiquei a saber que ela é a base de todos os géneros de sentimentos que envolvem as relações humanas.

 

Cumplicidade é algo que se constrói aos poucos. Para que aconteça é preciso estar predisposto, querer que seja desta forma, comprometer-se com a determinação de ser cúmplice, é apoiar o outro em suas decisões, sem tentar interferir em suas ideias, ou crenças, é aceitar os limites do outro e saber impor os seus com diplomacia. O que seria de nós sem a cumplicidade, ela afinal faz toda a diferença!

 

Paulo

 

 

E eis que do outro lado do Atlântico, não sei que por artes de magia, nos invade uma

fragrância, num misto de aroma nobre e popular de um lírio orvalhado, numa

cumplicidade tal, que se junta a original a outra tão especial!

Descobri... vem daqui... flor de lis ... é da lis

 

 

"As angústias e contradições da vida na rua, pelo olhar de quem foi sem-teto, agora podem ser lidas em versos. Depois de estrear no teatro com as peças "Bonifácil Preguiça" e "Diário dum carroceiro", esta última encenada no Teatro Fábrica São Paulo,Brasil,  Sebastião Nicomedes, 39 anos, lança seu primeiro livro de poemas.
Em "Cumplicidade" , os versos andam e dançam como um bêbado equilibrista que cai, mas não deixa a garrafa despencar."

 

Respeito o poeta , mas devo acrescentar que pra mim Cumplicidade vai além de momentos
delirantes numa mesa de bar .
Cumplicidade requer confiança e sabedoria .Que confiança terei  embriagando-me  pra esquecer
meu sofrimento dentro de um copo?
Cumplicidade  é uma sintonia fina , um sorriso, um gesto capaz de todo entendimento.
Onde há cumplicidade há troca de objetivos , sonhos , frustrações , alegrias e tristezas. E, não é preciso
concordância total, as arestas se diluem com a tal e boa Cumplicidade.

 

 

Decido apostar nesse poema  pra cumprir  a tarefa do "Desafio em cadeia",com o tema CUMPLICIDADE, proposto pelo blog  da Mafalfa , nesse endereço: http://mafalda-momentos.blogs.sapo.pt.

 

 

A CUMPLICIDADE
  
 "A pinga pede o corpo que pede o chão
que pede o corpo que pede a pinga
se o corpo cai equilibra a pinga
que o chão evita que se derrame
que a pinga prende o corpo ao chão
que se levanta evita a pinga
que pede o corpo que pede o chão
que pede a pinga e se reerguer o mendigo
a indústria da miséria entra em falência
porque a pinga gera
 impostos porque o corpo do bebedo
caindo ao chão não incomoda."

 

 

 

 Sebastião Nicomedes

 

poesia Sebastião Nicomedes , texto de Maran Borges ,imagem google

blog FLOR DE LIS

 

Mas que vejo eu? Vem do céu a brilhar! Será que é uma estrela?

Nem quero acreditar! É a sininho ... cúmplice do Peter Pan!

Decerto que se perdeu das histórias de encantar! Pobrezinha...

Vou ensinar-lhe o caminho... é por aqui A nascente do rio

 

 

Cumplicidade é…

É ser parte de algo…

É partilha recebida mesmo sem ter sido pedida…

É um sentir a saudade muito antes da partida…

É suave, mas forte , inabalável quando existe…

É adivinhar o sonho de outrem e ajudar a realizá-lo…

É o caminhar lado a lado mesmo no silêncio, onde tudo se diz e tudo é entendido.

Vive  num olhar que não se esconde, mas enfrenta…

Num entrelaçar de mãos quentes…

Num sorriso de afectos desenhado não só na boca, mas nos olhos também…

Numa palavra não dita, mas adivinhada…

No carinho de enxugar lágrimas aflitas…

No gesto de afagar ao de leve um rosto…

No prazer doce de estar junto…

Na alegria serena de se sentir presente…

Naquele rostinho  assustado que vejo transpor o portão, olhando para trás, uma mão que lhe acena, uma lágrima atrevida disfarçada num sorriso apertado…

… Bem cá dentro no meu peito, nos sentimentos guardados… 

 

Plim!

Sininho

 

 

 

Escreveu-se sobre cumplicidade.

Porque se sente, também pode ser olhada… como nesta foto de Jorge Soares

Do seu blog Momentos e Olhares

 

 

 

 

Chamou-lhe 

A Crioula que meus olhos beijaram a medo

 

 

Já estão postadas todas as participações.

Espero tenham gostado.

Leiam, analisem e apreciem.

Cabe-vos agora decidir quem será o vencedor.

Por isso, vote no seu preferido.

Não deixe de votar, porque o seu voto pode fazer toda a diferença.

 

Bye... Bye...


publicado por mafalda-momentos às 10:30
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DESAFIO EM CADEIA - ROUND V

 

 

 

 

 

 

Apresentação das Participações ao desafio  CUMPLICIDADE 

 

 

Antes de vos transcrever os textos recebidos para esta 5ª volta do Desafio em Cadeia, queria deixar algumas considerações.

Passou já bastante tempo desde o início de Dezembro quando me coube a mim a responsabilidade de vos desafiar, na próxima volta.

Pela demora desde já vos peço a todos, participantes desta e de todas as rondas, as minhas desculpas.

No entanto, todos nós sabemos que no mês de Dezembro existem outras motivações que se estendem até ao meio de Janeiro, tempo em que finalmente se arrumam todos os vestígios das festas celebradas.

E esse espaço de tempo é igual para a grande maioria das pessoas.

Por essa altura recebi o livro. Depois houve que lê-lo e ele é bem grandinho.

No início da semana do dia dos namorados e anterior ao carnaval, estava pronta para fazer rodar o desafio, mas aí pensei – nesta altura quem lhe vai dar atenção?

Foi assim que só agora aconteceu.

 

Quero agradecer de coração a todos quantos participaram, pois só com a vossa inspiração, me foi possível a mim, dar conta do recado.

Deu-me um enorme, mesmo muito grande, prazer ler e saborear as vossas cumplicidades e também o contacto que com alguns de vós tive.

Faltaram-me aqui alguns nomes que gostaria de ter visto, mas compreendo que cada um tem as suas razões.

Só vos posso acrescentar que sem vocês…”isto não tinha graça nenhuma”.

 

A ordem porque estão apresentados é apenas conforme a sua chegada.

 

Tenho ainda que agradecer…

Hey… que batotice é essa?

Ora pare lá de andar com o cursor para baixo… o melhor mesmo é tirar a mãozinha do rato…

A sério o meu agradecimento é necessário e impõe-se, porque para além de vocês, houve alguém que em trabalho de bastidores me ajudou de uma forma tão empenhada e sem a qual, é possível que eu não tivesse levado a bom porto este desafio. Obrigada Libel. Não tinha qualquer dúvida da tua amizade e mais uma vez mostraste a linda pessoa que és.

 

Isto já vai longo eu sei, mas tenho ainda que me retratar de um erro cometido.

Vão vocês reparar que o texto da Lis se encontra escrito a preto e a azul.

A Lis mandou-me um texto o qual continha uma imagem que no e-mail eu não conseguia abrir. Tive que a contactar para refazermos o seu envio e na precipitação de tudo isto, não me ocorreu que não o poderia aceitar, por não ser um original seu. De novo lhe escrevi dando-lhe conta do sucedido e pedindo que me enviasse um novo.

Foi de vontade da Lis manter o seu inicial trabalho, muito bonito aliás e incluir nele o seu original.

Assim ela participa com uma apresentação especial e outra em pé de igualdade com todas as outras.

As minhas desculpas Lis e espero ter entendido bem o modo como pretendias que o tivesse postado.

 

Nem todos somos iguais, mas tenho que vos dizer. Sei o que é estar desse lado.

Foi muito mais expectante e trouxe-me muito mais ansiedade estar aqui, do lado de cá.

 

Et voilá…

Deliciem-se.

 

Amiga, carinhosa e sensível, conhecida de muitos de nós, chegou dos seus vários blogs,

Sindarin deixou-nos a cumplicidade na amizade, no amor, e nos amores mais sinceros 

que a vida nos oferece

 

CUMPLICIDADE


Foi o meu olhar e o teu quando nos apaixonámos.
É o meu dia-a-dia contigo.
A maneira de tratar e amar aquela amiga especial que se tornou uma irmã.
A minha forma de querer a quase todos. Por os amá-los tanto, quero torná-los cúmplices no carinho, na vida, na forma de partilhar segredos aqui.
É saber que Deus existe.
Acreditar Nele quando todos os factos científicos me dizem que não passa de algo que o homem inventou. Não sei se aqui não será mais teimosia...
Mas gosto de acreditar que alguém comunga comigo, interior e exteriormente, em tudo o que faço, digo e sou. Mesmo que torça o nariz e desaprove, quando metade ou menos, é disparate. Ele é assim como um pai que desaprova mas perdoa. Então sim! Sempre é cumplicidade.
É a forma como o mar se envolve em mim e me lava toda a desilusão quando entro nele.
É a lua que só ela é conhecedora dos meus mais íntimos segredos.
São as minhas filhas! Que fazem de mim uma igual e saímos por aí levando tudo à nossa frente porque não há limites, na sintonia que sentimos, no amor que nos une. Naquilo que sei delas e elas sabem de mim.
É basicamente apesar de uma constante dúvida e uma enorme procura do sentido de estar na vida, dou conta que a cumplicidade é maior, pondo sempre de lado e mais longe a hipótese de terminar.
É o amor imenso que me liga a quem me deu a vida. Os meus primeiros amores. Os que me ouviram as dores, me limparam as lágrimas e fizeram de mim isto aqui. Os meus pais.
Cumplicidade é o elo que existe, entre amor, felicidade, consciência e paz.

Sindarin

 

 Alegre e afável com aquela pronúncia especial, da nobre e distinta La Maison d'Ávila 

 chega a cumplicidade em forma de poesia, em sorrisos suaves e gestos leves

 assinada pela pena de Regina d'Ávila 

 

Ter confiança e se entregar

Secreta igualdade

De eterno despertar

Carinho e lealdade

 

Ser um do outro

Ser amiga e companheira.

 

Bastando um só olhar

Com toda reciprocidade.

Sem quase nada precisar

Apenas a sinceridade

Um gesto...um sorriso

O tom de voz a delatar.

Uma sintonia no ar.

 

Ser a parte que completa

Ser dois corações em um só

 

Dois amantes a sonhar

Com total afinidade

E se tudo isso se somar

É cumplicidade.

Pode apostar.

 

Regina d’Ávila.

 

E por breves Instantes... a cumplicidade numa mistura de cores se fundiu e nos

envolveu numa luz suave trazida num doce raio-de-luar

 

O Amor é uma complexa tela pintada de muitas cores.
Há a cor amizade, a cor confiança, a cor carinho, a cor compreensão, a cor harmonia, a cor diálogo, a cor paixão... cores que se misturam, criam nuances, novos tons, únicos na sua combinação.
Há ainda as cores mais escuras e frias, que também dão a sua pincelada. A cor ciúme, a cor desconfiança, a cor insegurança, a cor desarmonia, a cor mal-entendido, a cor mentira.
É o pincel que vai decidindo com que cores pinta, os tons que mistura, os que predominam... e esse pincel é a cumplicidade! Cumplicidade no silêncio de um olhar, nas palavras trocadas e subentendidas, na confiança incondicional e inabalável.
Para se ser cúmplice, tem de se confiar cegamente, tem haver uma entrega total e mútua de um ao outro. Seja no amor, na amizade, nas relações familiares... a cumplicidade é um bem precioso e raro, não está ao alcance de qualquer um. Exige dedicação, confiança, crescimento mútuo...
Cumplicidade são aos mãos entrelaçadas, no silêncio do olhar, na confusão da multidão.

raio-de-luar

 

E aqui http://nuvemdoce.blogs.sapo.pt  talvez numa mistura de dúvida e receio

Renata - nuvemdoce - diz-nos que a cumplicidade não é pensada mas sentida

 

 

CUMPLICIDADE


Cumplicidade, palavra tão ambígua,
Mas com um significado tão especial e tão profundo...
Que nos coloca dúvidas, a cada momento,
A cada palavra dita, a cada pensamento!

É como se a cada momento,
A nossa alma e o nosso coração  fossem invadidos sem permissão...
As nossas barreiras fossem ultrapassadas,
Os nossos pensamentos arrebatados sem explicação...

Como conseguimos, não sei...
Não é pensado, mas sim sentido,
Tão espontaneamente...
Tão repentinamente...
Tão estranhamente...
Tão simplesmente...
A cumplicidade ocorre a cada momento, a cada segundo, a cada instante!

Ocorre de forma tão especial,
Que trás consigo o medo, medo de sentir...
Medo de entrar num mundo de ilusão, sem qualquer relação com a realidade...
E que faz com que tenhamos medo de falar, pois sentimos...
Sentimos que o outro também poderá estar a pensar!

Pensar naquilo que era só nosso,
Que só fazia parte de nós,
Que ele não conhecia, que era segredo...
E que com a cumplicidade passa a fazer parte dos dois!

E isso trás riscos, riscos esses que são elevados
Quando a cumplicidade é tal que conheces o outro,
Sabes como ele pensa, como ele sente, como ele vive!
Mas não vale a pena pensar!
A cumplicidade não se pensa, sente-se!
Pois, quando tu achares que sim eu acho que sim também!
Quando tu tiveres certezas eu também as terei!!


Renata
nuvemdoce

 

De gomos sumarentos e uma cor irresistível, que lhe dá um ar moderno e brincalhão, 

mostra-nos uma cumplicidade como só ela sabe, ser doce como a  tangerina

 

 

A maneira que o meu marido tem de me dizer...amo-te.
Hoje quando estava prestes a sair de casa para o trabalho e fui ter com ele para lhe dar um beijo de até logo...ele
Colocou as suas mãos nos meus ombros, ficou a olhar-me com cara de Calimero e depois abraçou-me muito, várias vezes sempre com olhinhos de Calimero.
Eu retribui os abraços e dei-lhe mais umas beijocas e sorri para ele.
O meu sorriso dizia-lhe:
Sim eu sei, e eu também te amo!

Tangerina

 

 

Continua...

 

 


publicado por mafalda-momentos às 10:26
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