Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

Dois passeios distintos

 Há umas semanas atrás, num dia de um lindo sol fomos passear, entre Sesimbra e a Serra da Arrábida.

Desfrutar, ver o mar, matar saudades e assistir a toda aquela beleza que os dois lugares nos proporcionam era o objectivo.

E claro a minha querida máquina fotográfica fazendo-nos companhia, fraquinha, mas empenhada e esforçada a mais não a posso obrigar, até porque ela também se queixa de mim e diz que não sei tirar partido daquilo que vejo.

 

Deixo-vos primeiro o Mar de Sesimbra, o seu Castelo e a Vila mais abaixo.

 

-

Depois a majestosa Serra da Arrábida com todos os encantos seus e aquele Mar que sempre faz as minhas delícias.

 Ora vejam só…

 

 

 

 A semana passada, nuns dias cinzentos de chuva miudinha, lá fomos direitinhas a Coimbra, cidade onde já não ia há mais de meia dúzia de anos.

E confesso que lhe achei diferença. Mais bem cuidada, muito limpa, nada de pinturas daquelas que invadem a nossa Lisboa, e sempre a pé por vielas e couraças de chão feito de pedra que nos faz torcer os pés, tudo calcorreámos e até tivemos direito a uma sessão de fados de Coimbra no Café e Restaurante Santa Cruz (que já não é restaurante), cujas instalações, fazem parte e estão ligadas à linda Igreja do mesmo nome, situada no centro da cidade, com um Órgão majestoso que só de ver parecia ouvir-se o som dos acordes de um concerto de Bach, pertencendo ainda este conjunto ao antigo Mosteiro da Santa Cruz. Nela, encontram-se os túmulos dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I. 

De tudo o que vi e creio que vi tudo, com excepção dos Jardins que ficarão para dias mais aprazíveis, destaco as Ruínas do Convento de Santa Clara-a-Velha, mandado edificar por D. Isabel de Aragão (casada com D. Dinis) ainda no século XIII e dedicado a Santa Clara, mas só no século XIV, a Rainha Santa Isabel, conseguiu obter autorização Papal para fundar o Mosteiro e autorizar as freiras como Ordem. A Rainha foi aí sepultada, tendo o seu túmulo sido posteriormente transladado para o novo Convento.

As Clarissas, devido às cheias do Mondego, foram forçadas a construir novo convento mais acima, abandonando as primitivas instalações.

 Tendo estado atolado, apenas recentemente no ano de 2009, se concluiu a sua recuperação e as suas ruínas encontram-se agora expostas para se visitar. Foi construído também um museu de tudo o que foi encontrado nas escavações. Este conjunto foi a minha maior revelação, pois que de todo ainda não conhecia.

 

A Igreja de Santa Cruz

 

 

A Universidade

 

 Vista sobre o Mondego da Universidade

 

 

 A Sé Velha

 

 

 

E finalmente o Convento de Santa-Clara-a-Velha

 

 

 

 E pronto, espero que tenham gostado da minha reportagem com direito a fotografia e tudo...

Hummm... falando de fotografia... deu-me agora aqui uma ideia de repente… talvez não fosse nada má!

 

Ó Jorge…

Jorge Soares estás aí? Estás a ouvir-me?

Claro que é contigo!

Lembras-te de ter lido o meu post “???????” e teres comentado que não percebias nada? Tinhas razão para isso pois decerto não acompanhaste o desafio. Mas depois de eu o ter posto a rodar, entendeste com certeza que era uma brincadeira para quem já havia participado.

A palavra que escolhi, lembrou-me agora que se adapta muito bem ao teu blog – Momentos e Olhares

Digo desde já, que segundo o regulamento do desafio, uma participação fotográfica, não poderia ser a destacada.

Mas poderia ser sem sombra dúvida uma participação muito especial e que daria um brilho e cor de esplendor único aos resultados deste desafio.

Porque a cumplicidade que existe entre o teu olhar, a tua máquina fotográfica e o resultado final que nos deixas ver é simplesmente muito verdadeira.

Não seria difícil para ti fazeres uma composição fotografia que definisse cumplicidade.

Desde, A crioula que os meus olhos beijaram a medo, Intervalo, Ponto de Luz, O Ocaso, Cabo Verde: os meninos dos carrinhos de arame, Nha terra é quel piquinino, a tua cidade Setúbal, A Serra da Arrábida... e o Convento, Solidão, Gosto de coisas simples, gostei destas florzinhas…, Papoilas (a flor do meu coração), Num dia de chuva… as flores do quintal da tua mãe, A Travessa das Donzelas, Açores, Caminho do paraíso, Despojos na praia, as tuas viagens… um sem fim de temas que entrelaçados fariam justiça à palavra que propus como tema – CUMPLICIDADE.

Os títulos que aqui mencionei são apenas uma pequena gota de água no oceano, na imensidão de fotos que é esse teu espaço, tão abrangente.

É verdade que sim! Estou a desafiar-te… aceitas?

Até Domingo tens tempo para pensar.

Deixo a decisão por tua conta e seja ela qual for, amigos na mesma ok?

 

E pronto! De uma simples descrição de dois passeios nasceu-me esta ideia. Talvez seja louca… talvez não seja aceite… talvez não seja exequível, mas não custa tentar.

 

Maflda, 25 de Fevereiro de 2010

 

 

 

 


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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

DESAFIO EM CADEIA - ROUND V (Continuação)

 

 

 

 

D E S A F I O  E M  C A D E I A – ROUND V 

 

 

É agora que sai.

Em linhas gerais já sabem como é do post anterior.

 

- Eu dou-vos uma palavra e vocês escrevem qualquer coisa sobre ela (uma frase, um poema ou mesmo um texto);

- As respostas podem ser feitas por comentário ou para o e-mail que tenho no meu perfil.

No entanto eu prefiro que usem o e-mail ou teria que moderar os comentários (desculpem, mas eu sou um pouco “naba” para estas coisas da informática).

- Os trabalhinhos devem ser entregues no prazo de uma semana.

- O vencedor recebe um livro e coloca o mesmo desafio no seu blog e compromete-se (depois de ler o livro claro está) a passar o livro a quem vencer o seu desafio e quem o vencer irá fazer o mesmo, dando-lhe continuidade.

- Resta dizer que o livro de conteúdo muito envolvente é passado na maior parte do tempo na Argentina, entre Buenos Aires e as Pampas e ainda com alguns capítulos em Londres e numa quinta em Gloucestershire. A história fica para vocês descobrirem.

O seu título é A Árvore dos Segredos da autora Santa Montefiore.

 

Está tudo dito. Resta-me desejar-vos muita inspiração e a mim mesma, muita participação.

 

Como???

 

Ah! Pois claro! Falta dizer o mais importante!

- A palavra é: CUMPLICIDADE

 

 

E não se esqueçam que ficar só assistindo não dá gozo nenhum.

 

Mafalda, 21 de Fevereiro de 2010

 

 


publicado por mafalda-momentos às 16:52
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Desafio em Cadeia - Round V

 

Era uma vez…

 

Não é assim que começam todas as histórias?

E há quem não lembre das Fábulas de La Fontaine,  dos contos de Hans Christian Andersen – O patinho feio, A princesa e a ervilha, O soldadinho de chumbo, Os sapatinhos vermelhos – ou os contos de fadas dos irmãos Grimm – A branca de neve e os sete anões, Cinderela, A bela adormecida, O gato das botas, O capuchinho Vermelho, O polegarzinho e tantas outras mais, imortalizadas em desenhos animados nos filmes de Walt Disney e ainda todas as adoráveis criaturas por ele criadas, como a Minie e o Mickey, o Pluto, o fantástico Pato Donald…?

Seria o enumerar de um sem número de figuras que fizeram as delícias da nossa infância.

 

Não se assustem que a história que hoje venho contar, nada tem a ver com as da nossa meninice.

No entanto ela é, para mim e tal como as outras uma história de encantar.

Nasceu aqui no blogue Sonhandoaosquarenta a 29/06/2009.

É simples, mas aliciante, cativa, incita, desafia e pode, se todos quisermos, não ter fim. Juntar sempre mais elos e formar uma cadeia enorme e forte que nos envolve, não como uma prisão, mas sim como um abraço de carinho.

E para a contar nada melhor que as próprias palavras da sua criadora que lhe chamou:

Desafio em Cadeia

 

 

“Então, aqui vai:

1 – Eu dou-vos uma PALAVRA e vocês escrevem qualquer coisa sobre ela (uma frase, um poema ou mesmo um texto);

2 - As respostas podem ser feitas por comentário ou para o e-mail que tenho no perfil.

3 - Os trabalhinhos devem ser entregues no prazo de uma semana.

4 – O Vencedor recebe um livro e coloca o mesmo desafio no seu blog e compromete-se (depois de ler o livro claro está) a passar o livro a quem vencer o seu desafio e quem vencer vai ter de fazer o mesmo.

3 – A palavra é: SAUDADE

Então? O que me dizem? Alinham?”

E logo alguém se destacou. Quem foi? A TigerKaty no seu Doce Refúgio.

Seguindo as normas do desafio a Tiger lançou a palavra SENSIBILIDADE.

Aparece o cumplicedotempo dono de um blogue com o mesmo nome Cumplice Do Tempo que com o seu suave entrelaçar de palavras e doce imaginação, arrecada numa sintonia de cumplicidade o prémio merecido.

É agora a sua vez de fazer rolar o desafio lançando a palavra SINCERIDADE.

Alegre, irrequieta, imaginativa, amiga de verdade, surge a doce mas “fabulástica” libel no seu O meu cantinho..!! e com toda a sua energia arrebata o leitor e leva para o seu espaço o prémio tão sincero.

Com todas as características de quem gosta de viver a libel escolhe a palavra SIMPLICIDADE.

E foi que aqui que eu até então apenas acompanhante do desafio, entrei na história participando, confesso que um pouco a medo, não com receio de não ganhar, mas com aquela indecisão do não sou capaz.

Esta indecisão é um conselho que não dou a ninguém. LERAM BEM?

Pois é! Não é que não sei que por artes de berliques e berloques fui eu a destacada?

E agora cabe-me a mim a responsabilidade de dar continuidade a esta história para a qual peço que ninguém fique indiferente.

P A R T I C I P E M e verão que é tão gratificante, mesmo não sendo o destacado.

Existe um enorme manancial nesta história que nos faz descobrir novas capacidades, recolher mais amizades, conhecer outros blogues, ultrapassar barreiras e fronteiras, que aqui tudo é possível.

Poderia tê-lo lançado na semana do Dia dos Namorados e do Carnaval, mas achei que todos andariam muito atarefados.

No meu blogue ando, nos dois últimos textos, a tentar dar dicas para chamar a atenção para a importância da palavra.

Até aluguei um sapo todo maluco mas simpático, sorridente, de uma energia fantástica, pois passa os dias aos saltos e a gritar bom dia.

Falta-me agora e finalmente anunciar a palavra escolhida. Tenho balançado entre três.

Uma fala-se muito e nasce de verdade entre muitos blogues. Faz parte da nossa vida.

Outra cada vez mais de extrema importância neste nosso planeta. Falou-se muito dela no último mês do ano… depois às vezes o mundo esquece-a… infelizmente.

Mas há outra que me anda aqui no pensamento, me cativa e me tenta… ela

É estar sempre do lado de…

Ser parte de algo…

É contar um segredo e guardar outro de alguém…

É acolher com um sorriso meigo

E dar um abanão – ACORDA – quando é preciso…

É amizade acrescida…

Não sei se nasce antes, com, depois da amizade, ou do amor…

Mas sei que vive algures por aí,

Numa envolvência subtil e serena que nos atrai…

Oferecida num sorriso doce desenhado na boca e nos olhos…

Um dar as mãos que nos arrepia…

 

É verdade que sim! Estou a tentar criar expectativa.

Acabou-se. Agora vai sair.

PRONTOS????

 

 

 

continua


publicado por mafalda-momentos às 15:20
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

???????

 

 

 

 

 

 

Bom dia Gente da minha terra…

Tudo bem disposto?

Ninguém responde?

Ai mas que vozes tão sumidas… e olhem só as vossas caras! Parece que não dormem há dias.

Vá lá um pouco mais de ânimo. Afinal o que sucedeu?

Pois claro! Têm toda a razão… o Dia dos Namorados… logo a seguir o Carnaval…

Estou mesmo a adivinhar. Foi pândega até mais não! Fizeram bem… há que aproveitar!

Vão lá tomar um cafezinho que eu espero um bocadinho.

Já tomaram dois?

Jesus, Maria, José! (Onde é que eu já li isto?!)

Façam só um pequenino esforço.

Eu preciso de vocês bem despertos.

Leram o meu post de ontem?

Não? Pronto não tem importância. Queria só saber se tinham achado  alguma coisa estranha. É que…

E se eu vos falasse da Argentina. Sim a Argentina, Buenos Aires, a terra do tango dança tão sensual.

Nem assim… não vos diz nada?

E as Pampas… Também não?

Por Dios, não sei mais como vos desafiar.

Decididamente acho que hoje não é um bom dia.

Desisto!

Ah! Mas é só por hoje…

Dou-vos mais um dia ou dois no máximo. Tratem de se recompor que eu juro que vou voltar.

Por isso meus amigos quero essa memória bem iluminada e essas ideias bem libertas.

                                      

 

“As melhoras” e um beijinho para todos.

Até…   

 

Mafalda, 18 de Fevereiro de 2010


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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

O cego e o publicitário

 

PalavraWordParolaMotPalabraWort…(?)

 

Esta é uma história simples como tantas outras, mas que nos deixa um sabor agridoce, um sorriso entre o comovido e o apreensivo e um pensamento que insiste em reflectir.

Ela reforça o valor e a força das palavras e do impacto que as mesmas têm sobre nós.

O modo como nos podem influenciar, se dizendo a mesma coisa, as falarmos de um outro jeito, tocando-nos os sentidos, fazendo emergir à flor da pele uma outra sensibilidade, que nos faz olhar o que, por outras palavras, não notámos.  

É por isso que existem os bons criativos e através da palavra, levam-nos onde querem.

Pode ser um advogado a defender uma causa perdida, mas que ele ganha.

Pode ser um escritor que nos agarra, prende ao livro até que cheguemos ao fim.

Pode ser um criativo na área da publicidade que nos leva a comprar aquilo que não precisamos, não queremos, ou nem presta.

Pode ser uma qualquer outra profissão...

 

É uma história que me foi enviada por email, em formato de pps, por isso não posso publicá-la a não ser transcrevendo o seu texto na íntegra, quadro a quadro. Não terá talvez o mesmo impacto. A ausência das imagens e da música tira-lhe um pouco do brilho, mas eu espero conseguir atingir o meu propósito – fazer realçar a força que as palavras contêm.

Mas como, possivelmente, já muitos o receberam também, conseguirão recriá-la melhor.

 

 

Mafalda, 17 de Fevereiro de 2010

 

Coisa estranha! Porque terá ficado a palavra – “palavra/s” assim destacada? Não fui eu que fiz isso!

 

 

O Cego e o Publicitário

 

 

Havia um cego sentado numa calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco:

 

“Por favor, ajude-me, sou cego “

 

Um publicitário, da área da criação que passava em frente a ele parou e viu umas poucas moedas no boné.

 

Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o pegou o giz e escreveu outro anúncio.

 

Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.

 

Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.

 

Seu boné, agora, estava cheio de notas e moedas.

 

O cego reconheceu as pisadas do publicitário e lhe perguntou se havia sido ele quem reescrevera o cartaz, sobretudo querendo saber o que ele havia escrito.

 

O publicitário respondeu:

 

“Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras”.

 

E, sorrindo, continuou o seu caminho.

 

O cego nunca soube o que estava escrito, mas seu novo cartaz dizia:

 

“Hoje é Primavera em Paris, e eu… não posso vê-la”

 

Sempre é bom mudarmos de estratégia quando nada nos acontece.

 foto da net foto minha                         


publicado por mafalda-momentos às 11:42
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Dia dos Namorados - Dia de S. valentim

 

Há quem adore, mas há quem não ligue e há quem nem sequer tenha… namorado/a, mas todos nós conhecemos este dia.

O seu padroeiro também todos sabemos quem é - S. Valentim.

Assim, o dia é conhecido pelos dois nomes.

Ai como eu adoro lendas! Perco-me com a envolvência dos seus mistérios, nas suas palavras mágicas…

“Conta a Lenda…”

Eu sei que vocês conhecem, mas deixem-me dizer-lhes que encontrei duas versões que rezam assim:

 

Segundo a versão histórica mais conhecida, São Valentim teria sido um padre ou um bispo na Roma antiga, tendo lutado contra as ordens do Imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras pois acreditava que os solteiros eram melhores combatentes. Pela sua fé cristã e pela afronta a Cláudio II, São Valentim foi decapitado, precisamente num dia 14 de Fevereiro.

Mas a data da sua morte que o imortalizou como mártir não é precisa. Alguns historiadores acreditam que a Igreja Católica, querendo celebrar o dia do amor e da fé, terá aproveitado um feriado pagão que festejava neste dia a festa da deusa Juno, deusa das mulheres e do casamento e tê-lo-á "entregue" a S. Valentim.

Ainda a 14 de Fevereiro, no tempo do imperador Claudio II tinha início a Primavera.

Outra versão refere que, na Idade Média, 14 de Fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Os namorados aproveitavam essa ocasião para deixar mensagens de amor na soleira das portas.

O que talvez nem todos saibamos é que passam este ano 1.740 anos da sua morte.

E agora cada um escolha a versão que mais gostar e melhor se integre com a vossa maneira de ser, porque o mais importante é namorar, namorar muito e… sempre.

Aproveitem o charme do dia, vistam-no de luz, pintem-no de todas as cores e dêem-lhe muito, mas mesmo muito romantismo.

  

 

 

 

 

 

 

Nesta vontade que não finda de te ter, guardo o amor que me levou ao prazer desconhecido, absoluto, incontrolável no íntimo do meu ser.

     E em cada olhar, em cada toque, carícia de tuas mãos, eu estremecia, me abandonava e o tempo… esse escondia-se, discreto, assistindo ao acontecer.                                    

 

 

Secretamente te queria, secretamente te quero, em segredo existíamos. Na ansiedade de um encontro, nas horas que o precedem, na ternura de uma palavra sussurrada, saída de uma voz aveludada...                          

"Finalmente”.                                                

O tempo nosso aliado, um certo dia traiu-me, escorregou-me por entre os dedos  e numa serena noite num manto de luar abrigada, de mim se dissipou.

                                                                 

 

Deu-me por cada estrela uma lembrança como se fora uma das mil e uma noites dos contos de Xerazade.                                     

                                                        

Ficou-me uma suprema herança de recordações embrulhada… esta eterna saudade.

                                                                        

Um dia escrevi-te

“Se eu tivesse um namorado gostava que fosses tu”.

 

 

 

 

Mafalda, 14 de Fevereiro de 2010

 

(ficção)

  


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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Pára... escuta e olha

 

“Há tanta suavidade em nada dizer

e tudo se entender”

Fernando Pessoa

 

Anda, vem comigo.

Confia, dá-me a mão.

Olha o esplendor do dia!

Dá certezas no caminhar.

Bem junto do ribeiro

Senta-te ao pé de mim

No manto verde do mato

Sente-lhe a frescura do viço.

Onde irão estas águas

Límpidas correndo apressadas

Em teus olhos espelhadas?

Escuta-lhes o murmurar.

Vês além do outro lado

Aquele tapete de cores

Vermelho, amarelo, branco, lilás

Brotam da terra em flores.

A chuva deu-lhes o nascer

O sol de calor as pintou

O ar recolheu seus aromas

Espalha-os a brisa suave.

Desapertas a camisa

Arregaças-lhe as mangas

Aquece-te o sol o corpo

Quem sabe consola-te a alma.

Não te sentes mais tu, mais livre?

Não! Não te ponho a meditar!

Se o fizesse que mal teria

Teu coração aquietar?

Palavras ditas, faladas

No tempo ficam perdidas

Mas estas pensadas, sentidas

Ficam na vida retidas

São fortes, lembradas

Transpiram intensidade

Soam a liberdade

Na memória do nosso olhar.

 

 

Mafalda, 12 de Fevereiro de 2010

 

(foto da net)


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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Breves instantes

 

Existem pequenos momentos, breves instantes, que nos deixam uma estranha sensação, que se cola em nós como uma lapa na rocha.

Temos vontade de gritar, de dizer não pode ser assim… mas em nome do bom senso, calamos… por não entendermos onde mora a razão.

Ficamos em dúvida se são reais, ou fruto duma imaginação daquilo que em verdade não sabemos.

Nesta incerteza não nos libertamos.

E sobre os ombros caem-nos, o dia inteiro, estes pequenos momentos.

Breves instantes…

Como esta pequena borboleta… como este pequeno poema.

Mafalda, 8 de Fevereiro de 2010

 

 

 http://momentoseolhares.blogs.sapo.pt/

Foto de Jorge F. Soares - Blog Momentos e Olhares

 

Canção Mínima

No mistério do sem-fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.

 

Cecília Meireles


In: “Antologia Poética”, Editora Record - Rio de Janeiro, 1963

 


publicado por mafalda-momentos às 21:49
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