Sábado, 4 de Julho de 2009

O valor das coisas

 

“O valor das coisas não está no tempo

em que elas duram,

mas na intensidade com que acontecem.

Por isso,

existem momentos inesquecíveis,

coisas inexplicáveis

e pessoas incomparáveis.”

 

Fernando Pessoa

 

 

Fernando Pessoa, sem dúvida, um dos maiores poetas de língua portuguesa. Do nosso lindo mas difícil Portugal

 

O ser humano rege a sua vida pelo pensamento e pelo sentimento.

E porque todos somos diferentes, há quem pense, há quem sinta e há quem pense e sinta.

 

Aqueles que pautam sua vida pelo pensamento, são os homens que mais desenvolvem a sua inteligência. Esta pode ser já uma característica que lhe venha dos seus genes. Mas ela pode ser cultivada pela procura e interesse incessantes de adquirir conhecimentos e se, se aliar à memória, a qual também pode e deve igualmente ser trabalhada, o resultado pode ser espectacular.

 

Aqueles que vivem sua vida assumindo sempre o sentimento, possivelmente nasceram já com o dom da sensibilidade. É um dom sim! Porque ou se tem, ou não se adquire. Salvo raras excepções em que, por experiências demasiado dolorosas, um ser humano tenha sido obrigado pelas circunstâncias a renascer e aí pode de facto adquiri-la.

 

Haverá ainda quem, abençoado á nascença, pela varinha mágica da sua boa fada madrinha, possua estas duas características. A inteligência fértil e o dom da sensibilidade.

Será este o barro de que são feitos os génios?

 

A verdade é que, inteligente ou sensível, todos nós, embora uns menos que  outros, sentimos no decorrer da vida sentimentos idênticos, com menor ou maior intensidade. E se senti-los é normal, transmiti-los, qualquer que seja o modo (arte) de expressão, escrita, música, pintura...é que se torna difícil. Não é para qualquer um!

 

É por isso que muitas vezes encontramos nas expressões de outros, sentimentos com que nos identificamos plenamente, mas que não soubemos definir.

É por isso também que encontramos idênticos expressar dos mesmos sentimentos, em pessoas que se tornaram notáveis. Falo dos tais génios!

 

E voltando a Fernando Pessoa, um génio da literatura, e ao pensamento com que iniciei este texto, eu fui encontrar num outro poema, de uma forma mais romanceada e menos sucinta, o mesmo  sentimento que ele transmite.

O valor da vida e o valor que as pessoas têm na nossa vida.

Esta foi, pelo menos, a minha interpretação.

 

Resta-me acrescentar, que tudo isto, não passa da minha modesta opinião.

 

Passo a transcrever o poema a que atrás me referi, salvaguardando que o encontrei publicado na Net e não num livro original, pelo que ressalvo qualquer falha que possa existir.

 

Já perdoei erros quase imperdoáveis,

Tentei substituir pessoas insubstituíveis

E esquecer pessoas inesquecíveis.

 

Já fiz coisas por impulso,

Já me decepcionei com pessoas

Quando nunca pensei me decepcionar,

Mas também decepcionei alguém.

 

Já abracei para proteger,

Já dei risada quando não podia,

Já fiz amigos eternos,

Já amei e fui amado, mas também

Já fui rejeitado.

 

Já fui amado e não soube amar

Já gritei e pulei de tanta felicidade,

Já vivi de amor e fiz juras eternas,

Mas “quebrei a cara” muitas vezes!

 

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,

Já liguei só para escutar uma voz,

Já me apaixonei por um sorriso,

 

Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e...

Tive medo de perder alguém especial

(e acabei perdendo)!

Mas sobrevivi!

 

E ainda vivo!

Não passo pela vida...

E você também não deveria passar.

Viva!!!

 

Bom mesmo é ir à luta com determinação,

Abraçar a vida e viver com paixão,

Perder com classe e vencer com ousadia,

Porque o mundo pertence a quem se atreve

E a Vida é Muito para ser insignificante.

 

Charlie Chaplin

 

 

Mafalda, 4 de Julho de 2009


publicado por mafalda-momentos às 19:58
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. A minha despedida

. Cansativo

. Desfolhando o malmequer.

. A praia é só deles.

. Ó noite de Santo António

. A pena do gabbiano deslis...

. O BEIJO

. Primavera

. Casa Arrumada... Desarrum...

. CASA ARRUMADA

.arquivos

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Junho 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

.tags

. todas as tags

.links

.Musica

.O meu primeiro Selo


Obrigada Libel Linda

.O meu "Segundo" Selo


Obrigada Fátima

.El Puente - Serpai - 27/08/2010

Además del sello te regalo mi flor favorita... Gracias Sergio... un abrazo

.Obrigada luadoceu - 21/10/2010

.subscrever feeds